Em meio à crise entre o governador Mauro Mendes (União) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) buscou minimizar os impactos políticos e reafirmar a independência da pré-candidatura de Otaviano Pivetta ao governo de Mato Grosso. À imprensa, Diego esclareceu que não houve qualquer pedido de distanciamento entre Pivetta e o governador.
Segundo Diego, reportagens equivocadas deram a entender que ele teria sugerido um afastamento, mas, na realidade, ele apenas comentou sobre a dinâmica natural das eleições de 2026. “Eu não falei de distanciamento dos dois. Quem falou isso foi a imprensa. O que eu disse é que o Otaviano Pivetta é candidato ao governo, Mauro Mendes ao Senado e, obviamente, cada um vai costurar os seus apoios, mas o apoio recíproco deles é mantido”, afirmou nesta quarta-feira (19).
O parlamentar reforçou que o vice-governador continua comprometido com a atual gestão.
“O Otaviano é vice-governador do Mauro Mendes, ele não quer o distanciamento até porque é um governo que ele participou, que ele ajudou a dar certo e ele será o governador a partir de março, caso Mauro Mendes confirme sua renúncia, e o Republicanos vai apoiar Mauro Mendes para o Senado”.
Diego também destacou que não houve qualquer conflito entre Pivetta e Eduardo Bolsonaro. “O Pivetta não brigou com o Eduardo, eles mantêm o apoio que já foi verbalizado e trazido a público. Quero deixar isso bem claro”, concluiu.
O conflito entre o governador e o deputado federal teve início após críticas públicas de Mendes ao que classificou como “radicalismo bolsonarista”. O governador chegou a afirmar que parte da direita “atua de forma irresponsável” e que a política exige “equilíbrio e não extremismo”.
As declarações provocaram a reação de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, que chamou Mendes de “frouxo” e “político de bosta”, além de insinuar que o governador estaria “tentando agradar a esquerda” e “se afastando do legado de Jair Bolsonaro”. O episódio ganhou repercussão nacional e foi repudiado por aliados de Mendes, que acusaram o deputado de ofender aqueles que sempre apoiaram pautas conservadoras.

















