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Operação prende quadrilha que movimentava milhões com contrabando de cigarros eletrônicos

As ações ocorrem nas cidades de Mirassol D’Oeste, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Cuiabá e Várzea Grande

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A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram nesta quarta-feira (22) uma grande operação para coibir a distribuição e a venda ilegal de cigarros eletrônicos, cigarros e tabacos flavorizados, além de produtos contrabandeados. A ação, que conta com o apoio da Polícia Militar, ocorre de forma simultânea em seis cidades de Mato Grosso e também no estado de São Paulo.

De acordo com as informações, estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal. O objetivo é desarticular uma organização criminosa envolvida no contrabando e na comercialização de cigarros eletrônicos, cuja venda é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009.

As ações ocorrem nas cidades de Mirassol D’Oeste, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Cuiabá e Várzea Grande, além de pontos em São Paulo, onde parte das mercadorias era armazenada e distribuída para outros estados.

Segundo as investigações, o grupo movimentava grandes quantias em dinheiro e utilizava criptomoedas para lavagem de recursos e ocultação de patrimônio. As autoridades também apuram vínculos entre os suspeitos e uma facção criminosa, responsável por financiar o esquema de contrabando e distribuição.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam cigarros eletrônicos, cigarros contrabandeados, equipamentos eletrônicos, documentos e materiais contábeis que devem auxiliar na análise das rotas e dos fluxos financeiros utilizados pelo grupo.

A Receita Federal informou que o comércio de cigarros eletrônicos, além de ilegal, representa risco à saúde pública, uma vez que os produtos não têm registro sanitário nem controle de qualidade. Já a Polícia Federal destacou que as investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da rede criminosa e rastrear o destino do dinheiro movimentado pelo grupo.

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