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Motorista acusa funcionários de empresa ferroviária de cobrar propina para liberar carga

Há uma “máfia” na etapa de classificação de cargas

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Um motorista identificado como Ronaldo Silva de Lima gravou um vídeo nesta sexta-feira (9) denunciando supostas irregularidades cometidas por funcionários da empresa Rumo Logística, responsável pela administração do terminal ferroviário de Rondonópolis, 240 km a sul de Cuiabá. Segundo ele, há uma “máfia” na etapa de classificação de cargas, que reprovaria produtos para forçar motoristas a pagar dinheiro e liberar o descarregamento.

Na gravação, Ronaldo afirma: “Meu nome é Ronaldo Lima. Hoje é 9 de agosto de 2025. Eu tô aqui na Rumo Logística e aqui tem uma máfia na classificação. O pessoal reprova milho para poder dar dinheiro. Já aconteceu duas vezes comigo este ano”.

O caminhoneiro mostra a carreta sendo descarregada e relata que recebeu a informação de que o milho teria sido reprovado por estar com odor. “Eles exigem dinheiro para aprovar a classificação. Isso não é uma nem duas vezes. Tem um monte de motorista com a carga reprovada por causa dessa máfia desgraçada aqui da Rumo”, afirma.

Segundo o motorista, outros profissionais também teriam sido prejudicados. “Tá aqui o material sendo entregue. Eu vou acabar de descarregar e tô saindo dessa imundícia. Dizem que o milho tá com odor, mas isso é mentira”, conclui.

A Rumo recebeu a denúncia referente à suposta cobrança indevida na classificação do milho dentro do Terminal de Rondonópolis e instaurou, de imediato, uma investigação interna rigorosa para apurar com profundidade todos os fatos.

A empresa reitera que atua de forma ética, transparente e em estrito cumprimento das leis e normas que regem suas operações e não tolera, sob nenhuma circunstância, condutas que violem seus princípios ou prejudiquem seus clientes, parceiros e a integridade do setor. A Rumo seguirá acompanhando o caso e adotará todas as medidas cabíveis caso sejam identificadas irregularidades.

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