O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que “bateu o martelo” e irá trabalhar para romper o contrato com a CS Mobi, empresa responsável pelo estacionamento rotativo na capital. Mesmo diante da possibilidade de uma multa rescisória superior a R$ 130 milhões, o gestor afirmou que prefere arcar com o prejuízo financeiro do que manter a concessão válida por mais 30 anos.
A decisão foi tomada após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) autorizar a CS Mobi a bloquear valores do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que foi oferecido como garantia de pagamento pela gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Para Abilio, o vínculo com a empresa é prejudicial ao município.
“Eu to interessado em romper com a CS Mobi. Quero romper. Eu prefiro assumir as dívidas de 130 e poucos milhões do que ficar 30 anos com uma dívida que vai sair muito mais caro que isso”, relatou o prefeito, em conversa com a imprensa nesta quarta-feira (23).
Abilio também criticou a forma como o contrato foi aditivado durante a gestão anterior. Segundo ele, a vinculação ao FPM deveria ter sido aprovada pela Câmara Municipal, o que não ocorreu. Para o prefeito, isso configura ilegalidade.
“Esse tipo de procedimento feito pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) deveria passar pela Câmara Municipal de Cuiabá e não passou”, disse. Segundo o gestor, isso caracteriza um crime.



















