O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, afirmou que o “pior momento” das doenças arboviroses ainda não chegou ao Estado e que já há registro de colapso em unidades de saúde devido aos casos de dengue e chikungunya.
“Não houve diminuição dos casos. Estamos em um momento de crise crescente, e o pior momento ainda não chegou. Já começamos a experimentar o colapso em unidades da Atenção Primária, que são as UPAs e as Unidades Básicas de Saúde”, disse Gilberto à imprensa.
Segundo o secretário, mesmo com todas as ações realizadas pelo Estado e pelos municípios, a população ainda não saiu da inércia, o que impede a diminuição dos casos.
“A população precisa entender que o melhor caminho é sair da inércia e partir para uma ação coletiva na comunidade, no bairro. Esse mosquito tem autonomia de voo de um quarteirão, então, se todo mundo cuidar da sua casa, podemos eliminar o foco da doença de forma substancial, que é o mosquito”, explicou o secretário.
Gilberto também afirmou que a decisão de alguns municípios de usar o fumacê como estratégia de combate às arboviroses não é eficiente, uma vez que estamos em período de chuvas e muitos moradores não abrem portas e janelas para a entrada da fumaça.
“Não é tão eficiente nesse momento de chuva, pois as casas se fecham quando o fumacê passa, ou seja, o fumacê acaba não tendo a penetração nos lares. Por isso, é imprescindível que a população arregaçe as mangas e faça a sua parte. Se cada um cuidar do seu quintal, com certeza diminuiremos de forma substancial os prejuízos que essas doenças trazem para toda a população”, concluiu.
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