Os alvos da Operação Fair Play, coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), foram indiciados por envolvimento em uma rede criminosa que usava recursos do tráfico de drogas para lavar dinheiro. Entre os acusados está Paulo Witer Faria Paelo, conhecido como WT, de 38 anos, apontado como o tesoureiro-geral do Comando Vermelho em Mato Grosso (CVMT).
As investigações revelaram que o grupo utilizava valores ilícitos para adquirir bens de alto valor, como um apartamento em Itapema, Santa Catarina, que era frequentado por WT e seus comparsas. O imóvel foi comprado com dinheiro oriundo do tráfico e registrado no nome de terceiros para dificultar o rastreamento, uma prática comum em esquemas de lavagem.
Durante a operação, 19 mandados judiciais foram cumpridos, incluindo prisões, buscas e apreensões. Além de WT, foram presos o advogado Jonas Candido e o ex-assessor parlamentar Elzyo Jardel Xavier Pires. Um dos suspeitos segue foragido.
A GCCO trabalhou em conjunto com a Polícia Civil de Santa Catarina para localizar o apartamento, enquanto a Justiça determinou o sequestro de quatro veículos, o bloqueio de contas bancárias e a suspensão das atividades de duas empresas ligadas aos investigados.
Desdobramento de outra operação
A Fair Play é uma continuação da Operação Apito Final, realizada em abril deste ano. Na época, WT já havia sido identificado como peça central em outro esquema criminoso. A nova fase aprofundou as investigações, revelando o envolvimento de Jardel na compra do apartamento de Itapema, utilizado por WT em viagens ao litoral catarinense.
O inquérito policial será enviado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que encaminhará o caso ao Ministério Público Estadual (MPMT). O órgão decidirá se apresentará denúncia contra os indiciados.
















