Na própria avaliação, o senador Wellington Fagundes (PL) crê que sai em vantagem em uma eventual prévia do Partido Liberal (PL) para a candidatura ao governo estadual em 2026, contra o empresário Odílio Balbinotti Filho por ter história e trabalho que podem ser avaliados. Até recentemente, Fagundes era o favorito, mas após as eleições municipais, o nome de Balbinotti vem ganhando força.
“Quanto mais nomes, melhor”, disse Fagundes ao ser questionado sobre a possível chegada de Balbinotti ao partido, ao qual é filiado há aproximadamente 30 anos. “As pessoas têm que vir para fortalecer o partido e, claro, concorrer dentro daqueles que aqui estão. Eu tenho a minha história. Não vou de forma alguma dizer que esse ou aquele vai ser meu concorrente. É toda essa história e meu trabalho que serão julgados”, completou, em entrevista durante um evento de liderança do Partido Liberal realizado em um hotel de Cuiabá.
Desde o término das eleições municipais, Odílio Balbinotti tem intensificado sua presença nas redes sociais e já manifestou o desejo de concorrer ao governo do estado em 2026. Durante as eleições deste ano, ele se destacou como o quarto maior doador nacional de campanhas, com um total de R$ 4,7 milhões doados para diretórios de partidos de direita e candidaturas bolsonaristas em Mato Grosso.
Segundo Fagundes, o PL sempre respeitou as lideranças do partido. Ele lembrou que, em 2022, o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tinha a intenção de ser candidato a senador por Mato Grosso. No entanto, as lideranças partidárias mudaram de ideia em respeito à história de Fagundes no Estado.
“E aí o que aconteceu? O Tarcísio foi candidato a governador de São Paulo e foi eleito, e eu fui eleito aqui”, disse Fagundes. Ele também comentou que, naquele mesmo ano, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) queria lançá-lo como candidato ao governo do estado pelo PL, mas a ideia foi rechaçada pelo próprio Fagundes para que seu grupo apoiasse o governador Mauro Mendes (UNIÃO).
“Lembra da dificuldade que o próprio Bolsonaro tinha com o Mauro. O Bolsonaro me convidou e queria que eu fosse candidato a governador. Falei, ‘presidente, eu acho que agora não está no momento certo, vamos apoiar o Mauro, será melhor, porque nós vamos fazê-lo o mais votado no Mato Grosso, quem sabe até do Brasil’.”
“Eu não fui vaidoso de dizer ‘eu tenho que ser candidato’. Não, vamos ver o que é melhor para o partido. E foi assim que fiz e sempre farei”, comentou Fagundes.
Questionado sobre se há garantias de que ele será o candidato do PL ao governo do estado, Fagundes respondeu que precisa estar vivo e bem junto à população mato-grossense e aos seus pares e companheiros. “Tudo isso é uma avaliação que a gente faz, daqui para lá é construção”, concluiu.

















