O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) mandou soltar cinco alvos da Operação Gomorra, deflagrada na semana passada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A decisão é do desembargador Helio Nishiyama, que resolveu manter a prisão do empresário Edézio Correa, principal alvo da ação. O rombo aos cofres públicos seria de R$ 1,8 bilhão.
Foram revogadas as prisões de: Tayla Beatriz Silva Bueno Conceição (esposa de Edézio); os sobrinhos Roger Corrêa da Silva, Waldemar Gil Corrêa Barros, Jânio Corrêa da Silva e da irmã dele Eleide Maria Correa.
A prefeita de Barão de Melgaço, Margareth Gonçalves da Silva (UB), foi alvo de busca e apreensão. O MPMT já confirmou que a gestão Emanuel Pinheiro (MDB), prefeito de Cuiabá, será investigada.
O grupo era sócio proprietário das empresas Pontual Comércio e Serviços de Terceirizações, Pantanal Gestão e Tecnologia, Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informatical Ltda e Coentro America Frotas Ltda.
Para surrupiar os cofres públicos, segundo o Naco, ajustes foram celebrados pelo esquema mediante suposta contratação indevida resultante da atuação ilícita do grupo criminoso.
Com Edézio de líder, o grupo fraudava licitações e obtinha vantagens indevidas mediante propina em pelo menos 100 prefeituras e câmaras municipais de Mato Grosso. O prejuízo é estimado em R$ 1,8 bilhão.
Segundo o Naco, as empresas investigadas atuam em diversos segmentos, sempre com foco em fraudar a licitação e disponibilizam desde o fornecimento de combustível, locação de veículos e máquinas, fornecimento de material de construção até produtos e serviços médico-hospitalares.
Edézio foi réu colaborador da Operação Sodoma, que apurou esquema de pagamento de propina da gestão do ex-governador Silval Barbosa.
















