A Câmara Municipal de Cuiabá só vai analisar em agosto, ou seja, após o recesso parlamentar, os pedidos de abertura de processo disciplinar contra os vereadores Paulo Henrique e Marcrean dos Santos, ambos do MDB.
Paulo Henrique é acusado de usar o mandato para atender casas de shows em Cuiabá ligadas ao crime organizado, como a liberação de alvarás para festas, conforme revelado na Operação Ragnatela da Polícia Federal.
Já Marcrean dos Santos é acusado de utilizar-se da prerrogativa de vereador para invadir uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Pronto Socorre de Cuiabá, o que configuraria abuso de poder.
Os pedidos de cassação permanecerão paralisados até 31 julho, período do recesso parlamentar.
“Os processos ficam parados e quando volta do recesso continua normalmente. Não tem demora, estamos respeitando os prazos”, informou o presidente da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, vereador Rodrigo de Arruda e Sá (PSDB).
O pedido de abertura de processo contra o vereador Marcrean dos Santos, acusado de abuso de autoridade e desacato contra o médico Marcus Vinícius, conforme o vereador Rodrigo de Arruda e Sá explica, ainda está sendo analisado pela Procuradoria do Legislativo.
“Não posso, eu provocar a Procuradoria da Casa, tem que dar a oportunidade para que eles possam apurar a legalidade”, afirmou o vereador.
A respeito do vereador Paulo Henrique, suspeito de envolvimento com uma facção criminosa de Mato Grosso, Rodrigo de Arruda e Sá, ainda estava colhendo assinaturas de dois membros da Comissão [Wilson Kero Kero e Renivaldo Nascimento] para enviar o pedido de informações à Polícia Federal e a Polícia Civil.
“Não tem um pedido do Ministério Público, um inquérito criminal para ir contra o vereador Paulo Henrique”, declarou o vereador.


















