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Empresária recupera pertences após suspeita de envolvimento no homicídio de Roberto Zampieri

Ao ser questionada pelos jornalistas, ela se esquivou, alegando “ter medo” de falar com a imprensa

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A empresária Maria Angélica Caixeta Gomes compareceu à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã desta segunda-feira (26) para reaver seus pertences, que estavam apreendidos. A mulher havia sido presa no dia 20 de janeiro, em Patos de Minas (MG), sob suspeita de envolvimento no homicídio do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro do ano passado em Cuiabá.

Após passar por uma audiência de custódia em Minas Gerais, Maria Angélica foi transferida para Cuiabá, onde ficou detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto. No entanto, no dia 19 de janeiro, o juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquérito Policial (NIPO), determinou sua soltura com a imposição de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de mudar de residência sem autorização judicial.

Na manhã de hoje, a empresária compareceu à delegacia acompanhada de seu advogado e marido. Ao ser questionada pelos jornalistas, ela se esquivou, alegando “ter medo” de falar com a imprensa.

Recentemente, a Justiça Estadual revogou as medidas cautelares impostas à empresária e determinou a devolução de seus objetos pessoais apreendidos. Maria Angélica não foi denunciada pelo Ministério Público, e sua defesa alega que houve um equívoco na investigação, afirmando que a cliente não possui vínculo com o crime.

Enquanto isso, os principais suspeitos do homicídio permanecem presos. O coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como financiador do assassinato, Antônio Gomes da Silva, suposto executor, e Hedilerson Martins Barbosa, apontado como intermediário do crime e fornecedor da arma de fogo, foram denunciados e seguem detidos.

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