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Secretário justifica atrasos do BRT com polêmicas em avenidas de VG e esbraveja que não há atraso

Em certo momento, ao ser questionado sobre os atrasos na obra, Marcelo de Oliveira e Silva, o Marcelo Padeiro – como já é de praxe – se irritou.

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira e Silva, concedeu uma entrevista à imprensa no último fim de semana para falar sobre o andamento das obras do Bus Rapid Transit (BRT), o novo modal de transporte coletivo que vai ligar Cuiabá e Várzea Grande. Em dado momento, como já virou rotina, ele esbravejou contra os repórteres.

Segundo ele, as obras estão em ritmo acelerado, principalmente em Várzea Grande, no trecho Porto-Aeroporto, que deveria ter sido entregue em agosto deste ano. Ele explicou que houve um atraso na liberação das licenças ambientais e na aprovação dos projetos de iluminação e de deslocamento dos postes pela concessionária de energia Energisa.

“O problema é que nós tínhamos as avenidas Couto Magalhães, Fillinto Muller, foi tirado isso do processo. Então nós vamos trabalhar João Ponce de Arruda, terminal André Maggi, atrás do aeroporto. Hoje, vamos começar a fazer o deslocamento dos postes para ampliação da outra pista. Para isso, nós temos que liberar uma das pistas de concreto para trânsito de carros ali, porque nós vamos refazer todo o pavimento. Temos que colocar os pontos de ônibus, a iluminação. É uma obra grande. Várzea Grande ficou muitos anos com aquela ferida aberta. Nós não podemos chegar agora e entregar qualquer coisa. Temos que fazer uma obra completa”, disse o secretário.

Em certo momento, ao ser questionado sobre os atrasos na obra, Padeiro – como já é de praxe – se irritou: “Que atraso rapaz? Você sabe o cronograma da obra? Não tem nada de atraso”.

Ele afirmou que a expectativa é concluir as obras de pavimentação rígida (concreto) das pistas da Avenida da FEB nas próximas semanas e o pavimento de asfalto até abril de 2024. Os serviços de drenagem, urbanização, iluminação, sinalização e acabamentos nesta via serão entregues, gradativamente, a partir de maio, até agosto.

O secretário também falou sobre o cronograma das obras em Cuiabá, que dependem da emissão das licenças ambientais pelo município. Ele disse que acredita que as obras possam começar ainda neste ano, assim que tiverem a autorização. Ele destacou que o BRT vai melhorar a pista exclusiva de ônibus que já existe na capital, além de integrar os dois municípios.

“Na hora que tivermos a licença, nós começamos em Cuiabá. Cuiabá tem pista exclusiva de ônibus? O que o estado vai fazer? Melhorar ela. Nós vamos fazer uma obra de qualidade”, afirmou.

O BRT vai contar com cinco serviços, sendo três de linhas expressas e dois de linhas com paradas em estações para atender a população. Para o trajeto, o modal vai utilizar um corredor expresso, no canteiro central, preservando o número de pistas que já existem nas vias das cidades.

Com extensão de 31 km, o corredor do modal vai beneficiar cerca de 250 mil usuários do transporte público, facilitando a mobilidade urbana, além de estimular o desenvolvimento econômico e social de toda a região.

O projeto contará com ônibus elétricos, 46 estações e três terminais, sendo um em Várzea Grande (Terminal André Maggi) e outros dois em Cuiabá, nos bairros Morada da Serra e Parque Ohara.

Aprovado pelo Governo do Estado, o projeto ainda prevê o reaproveitamento das áreas de infraestrutura já executadas para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de obras complementares como ciclovias, pista de caminhada, parque linear e calçadas.

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