A presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputada Janaina Riva (MDB), descartou na manhã desta quarta-feira (03/5) qualquer possibilidade de o Parlamento conduzir qualquer investigação referente à acusação do deputado estadual Wilson Santos (PSD) sobre o suposto envolvimento de algum deputado com o crime organizado.
“Quem precisa esclarecer sobre o assunto são órgãos competentes. Eu vi que o Ministério Público vai fazer essa interpelação, mas a AL não tem intenção de fazer essa interpelação”, disse.
“Acho que não nos cabe cobrar explicação sobre isso, cabe mesmo aos órgãos investigadores, aqueles que já possuem legitimidade para isso. E a gente não quer trazer essa confusão para dentro da Casa. Até porque acho que acabou perdendo o contexto”, acrescentou Janaína.
O Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público, confirmou que o ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso Alexandre Bustamante será chamado para dar explicações sobre as denúncias feitas por Wilson. O parlamentar também deverá ser chamado.
A denúncia
Em uma entrevista concedida ao site RepórterMT, Wilson disse que teria sido impedido, pelo crime organizado, de fazer campanha em bairros de Cuiabá porque naqueles locais bandidos disseram que já teriam “fechado” com outro candidato. Ele ainda revelou que teve uma conversa com o ex-secretário de Segurança Pública Alexandre Bustamante, de quem ouviu que deputados o haviam procurado para pedir que tomadas fossem reinstaladas nas celas de presídios para que os presos pudessem carregar seus celulares.
As declarações de Wilson caíram como uma bomba no meio político de Mato Grosso e foi um dos temas debatidos durante o Colégio de Líderes.
Janaina ainda fez duras críticas ao deputado Wilson Santos por ter colocado todos os deputados “na mesma vala”, como suspeitos de terem ligação com o crime organizado.
“Na minha opinião, o Wilson não deveria ter tornado isso público. Ele poderia ter procurado o Ministério Público, o próprio Bustamante, tendo o convocado no Colégio de Líderes e isso evitaria a nossa exposição, como a dele também. Hoje vamos falar com o Wilson sobre isso. Todos os colegas se sentiram ofendidos”.
















