Em conversa com a imprensa nesta semana, o deputado Júlio Campos disse que a concorrência dentro do União Brasil é “fortíssima” para disputar a prefeitura de Cuiabá no próximo ano. Para concorrer à sucessão de Emanuel Pinheiro (MDB), segundo ele, seu partido conta com pelo menos cinco bons candidatos. Entretanto, ele acha que ainda é muito cedo e avalia que as chances para a candidatura sair vitoriosa começa com uma boa avaliação do nome junto ao público eleitor.
“Você enfrentar uma eleição sem ter uma boa avaliação perante a opinião pública, uma pesquisa bem-feita, consolidada, é até uma loucura. Eu não aceitaria disputar uma eleição se meu nome não tivesse bem nas pesquisas de opinião pública. Eu acredito que a pesquisa é um instrumento válido, um instrumento aceitável por todo o mundo”, disse Júlio Campos, eleito deputado estadual nas últimas eleições e que possui a experiência de já ter sido prefeito, governador, senador e deputado federal.
“Temos o privilégio de termos cinco bons nomes lembrados para disputar a eleição para a prefeitura de Cuiabá, que não vai ser fácil. Temos concorrentes fortíssimos na oposição, no União Brasil”, observou Júlio Campos.
Ele citou os nomes de Fábio Garcia, eleito deputado federal e que é o presidente do União Brasil em Mato Grosso; do presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho; e dos secretários Mauro Carvalho (Casa Civil); Gilberto Figueiredo (Saúde); e Rogério Gallo (Fazenda).
Dos nomes apontados, Eduardo Botelho e Fabio Garcia correm na frente para ser o nome indicado pelo partido para disputar o Alencastro. No entanto, Júlio faz uma ressalva: nem sempre o nome que aparece como o mais destacado, vence a eleição.
“Muitas vezes você acha, que fulano de tal, por causa da atuação política é o nome mais forte e muitas vezes na opinião pública, não é. Talvez um gestor que nem esteja participando de política possa ser o melhor candidato. Então, vamos aguardar, está um pouco cedo”, analisou.
Júlio Campos sugeriu que quem quiser ser candidato, que coloque o seu nome, comece a trabalhar nos bairros, visite as feiras, associações comunitárias. Destacou também a importância de se formar e estruturar os diretórios, tanto em Cuiabá como nos demais municípios.
“O partido primeiro tem que se preocupar em organizar o União Brasil em Cuiabá e em todo o Mato Grosso. Essa é a minha preocupação maior”.
Questionado pelos jornalistas a respeito das pesquisas, que ela é um indicador, mas não a garantia de vitória, Júlio concordou. Foi citado como exemplo Blairo Maggi que em 2002, quando disputou o Governo do Estado pela primeira, vez aparecia no início com 5% das intenções de votos nas pesquisas, bem atrás de adversários, como Antero Paes de Barros, e acabou vencendo as eleições.
Júlio enfatizou que a pesquisa serve para viabilizar a candidatura e admitiu que embora a considere importante, não é a garantia que quem estiver bem será o vencedor. Ele citou seu próprio exemplo quando disputou as eleições em 1998 e aparecia como favorito.
“Em 98 eu tinha 53 por cento das pesquisas e o meu rival, o governador em exercício, Dante de Oliveira, tinha 13 por cento. No final, quando terminou a apuração, ele teve 51 por cento e eu tive 49 por cento. Então, não existe essa história que pesquisa..[define o vencedor]. Tem que trabalhar, agora, ninguém também sai numa candidatura no zero, aí é muito arriscado, eu não faria isso”, avaliou.
Outros partidos se mobilizam
Enquanto o União discute internamente quem seria o nome para disputar a sucessão de Emanuel Pinheiro, outros partidos também se preparam para disputar, como é o caso do PT, que tem no deputado Lúdio Cabral e na ex-deputada federal professora Rosa Neide os nomes mais lembrados.
O nome do vice-prefeito José Roberto Stopa (PV), já foi também mencionado como postulante ao Alencastro. Seu nome pode se fortalecer caso tenha o apoio do prefeito Emanuel Pinheiro. Porém, Emanuel tem conversado muito com o presidente da ALMT, Eduardo Botelho, que pode ser o candidato de sua preferência.
Botelho não esconde de ninguém que sua trajetória política poderia ser coroada com o cargo de prefeito. Do mesmo partido do governador Mauro Mendes, o presidente da ALMT precisaria ter seu nome referendado pelo chefe do Executivo, que já tem demonstrado que sua preferência é por Fábio Garcia, o que poderia levar Botelho a sair do União Brasil.
Outros nomes fortes também aparecem como possíveis candidatos, como o do deputado Abílio Júnior (PL), que foi para o segundo turno em 2020 com Emanuel Pinheiro. Diego Guimarães, ex-vereador que se elegeu deputado estadual pelo Republicanos, Paulo Araújo (PP), e o ex-vereador Felipe Wellaton (Republicanos), também aparecem como possíveis candidatos.

















