O novo procurador-geral de Justiça (PGJ) do Ministério Público Estadual (MPMT), Deosdete Cruz Júnior, disse que a operação Hypnos, deflagrada nesta quinta-feira (9) pela Polícia Judiciária Civil (PJC), é mais um indicativo da necessidade de intervenção na Saúde de Cuiabá. O tema está sendo discutido na Justiça e deve voltar à pauta em breve. O inquérito apura suposto esquema que teria se instalado na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, em 2021.
“Esta operação é mais um indicativo de necessidade da intervenção, sem qualquer pré-julgamento contra quem quer que seja. O interventor é uma pessoa que vai fazer aquilo que o Judiciário está determinando que ele faça. Cumpra as ordens, regularize as filas, providencia os remédios. É para isso. Que não foi feito antes e tenha que fazer. Acredito que isso reforça a necessidade de intervenção”, afirmou o procurador-geral, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (09).
Segundo ele, a intervenção ocorreu pelo fato de o Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso ter procurado o MPE levando à instituição pontos objetivos: decisões judiciais com trânsito em julgado que não estavam sendo cumpridas pela gestão municipal.
Deosdete ainda reforçou que o órgão continua com a posição da necessidade de intervenção na Pasta.
Na operação desta quinta, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão domiciliar, dois afastamentos cautelares de exercício da função pública, um mandado de prisão preventiva, além do sequestro de R$ 1.000.080,00, que recaiu sobre o patrimônio da Remocenter e de Célio Rodrigues da Silva e Eduardo Pereira Vasconcelos, investigados por suspeita de participação no esquema.
Célio Rodrigues da Silva é ex-secretário de Saúde de Cuiabá e foi preso nesta quinta. Ele já havia sido preso em 2021, durante a Operação Cupincha, segunda fase da Operação Curare.















