Por Esportes & Notícias
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho (União) defendeu durante entrevista no programa Tribuna, da Rádio Vila Real na manhã desta segunda-feira (06), a implantação de câmeras em fardas principalmente após a ocorrência deste domingo (05), onde policiais militares durante o atendimento de uma ocorrência mataram o jovem Diego Kaliniski, 25, na cidade de Vera (458 km de Cuiabá).
Segundo o deputado, a ação dos policiais poderia ter sido evitada com um preparo maior.
“Acho que houve excesso, principalmente ao que me parece o jovem não estava armado, então tem que olhar isso, a quantidade de tiros era necessária? Tem que se fazer uma investigação imparcial para analisar tudo isso. Os policiais passam por treinamento, se você vai atender uma ocorrência de roubo é uma coisa, ai você vai atender uma situação de importunação por som alto, então tem que haver diferença nesse atendimento”, declarou o deputado.
O parlamentar acrescentou dizendo que o uso de câmeras nas fardas será inevitável. Um projeto para implantação de câmeras nas fardas corre na Assembleia Legislativa e foi apresentado pelo deputado Wilson Santos (PSD). No entanto, o presidente da comissão de segurança pública, deputado Elizeu Nascimento (PL), foi contrário e recebeu apoio dos demais membros da comissão. Wilson garantiu que esse ano vai retomar com força o projeto.
“Não adianta a gente ficar debatendo contra a tecnologia, foi que nem quando quiseram privatizar os bancos, você lembra da briga que foi. Quando colocaram os cartões nos ônibus para tirarem os cobradores, lembra a briga danada, mas aconteceu, por quê? Porque é algo natural no mundo. Hoje vivemos em um “big brother” mesmo, se não tem câmeras aqui, tem na rua e em qualquer lugar”, defendeu Botelho.
Em nota ainda no domingo, o comando da Polícia Militar informou que o 3º Comando Regional abriu um inquérito para apurar os fatos. “O Governo de Mato Grosso reforça que não coaduna com nenhum tipo de violência ou abuso de autoridade”, diz parte da nota.

















