O vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa (PV), fez duras críticas ao governo do Estado pela coordenação dos trabalhos que vão retirar a estrutura do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Capital e em Várzea Grande.
Para o gestor, a retirada da estrutura, que dentre outras coisas, custou aos cofres públicos mais de R$ 1 bilhão, é um crime contra a sociedade. Stopa ainda classificou como “absurdo” os trabalhos por parte da Secretaria de Infraestrutura e Logística.
“É um absurdo. Um grande absurdo. É um crime com a baixada Cuiabana jogar fora mais de R$ 1 bilhão. O estado vai ter que pagar um preço muito caro pelos vagões, para as manutenções”, disse Stopa aos jornalistas.
A Sinfra informou que o material retirado vai ser todo guardado em local ainda a ser informado. Segundo o órgão, já foi dada a ordem de início para os trabalhos do consórcio Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) e que a retirada dos trilhos faz parte dos serviços.
Esse trabalho de retirada dos materiais ainda não é parte da obra contratada do BRT, mas é um serviço que tem que ser feito antes do início das obras do novo modal.
“Em Várzea Grande, vocês já estão vendo o dinheiro público jogado no lixo. Estão retirando sem qualquer critério, um material caro está sendo desperdiçado jogado fora. Cuiabá é o elo de resistência ao BRT”, opinou Stopa.
O vice-prefeito ainda argumentou que a Prefeitura de Cuiabá poderá recorrer junto às autoridades politicas e judiciais para tentar reaver a situação do VLT.
“Essa é uma discussão que estamos articulando com todas as forças políticas que apoiam do VLT. Pode até ser que não consigamos, mas é o maior crime contra a Baixada Cuiabana tirar o VLT e implantar o BRT. Todo mundo que estuda, que tem compromisso com a população cuiabana tem que defender o BRT”, pontuou.

















