Por Esportes & Notícias
Seis meses após a morte do pastor Sebastião Rodrigues, presidente da Assembleia de Deus, o Ministério Público Estadual (MPE) abriu inquérito para apurar danos causados pela aglomeração em torno do cortejo e enterro do líder religioso. A portaria de abertura da investigação foi publicada em 18 de janeiro de 2021.
De acordo com o documento assinado pelo promotor de Justiça Alexandre Guedes, uma denúncia quanto ao dano a saúde pública motivou a abertura da apuração.
“INQUÉRITO CIVIL objetivando apurar suposta lesão ao direto a saúde da coletividade em virtude de aglomeração ilegal ocorrida no sepultamento de lider religioso nesta Capital, em 08 de julho de 2020, violando-se as regras de distanciamento social então vigentes em Cuiabá, com o consequente aumento de risco de contágio de COVID-19 à comunidade decorrente da aglomeração citada”, diz o documento.
O pastor morreu em 8 de julho de 2020, após passar 5 dias internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante o período hospitalizado, teve leve melhora, mas não resistiu às complicações da doença. O filho dele, Rubens Souza também faleceu da doença 5 dias antes.
Cerca de 5 mil pessoas acompanharam o cotejo desde a sede do Grande Templo, na avenida Historiador Rubens de Mendonça, até o enterro no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá.
A aglomeração ocorreu em plena pandemia de covid-19 e pode ter alavancado o contágio na capital.





















