O deputado estadual Wilson Santos (PSD) negou, nesta quarta-feira (11), ter conhecimento de qualquer articulação para instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o acordo firmado entre a Procuradoria-Geral do Estado e a empresa Oi S.A. A informação sobre a movimentação de bastidores foi questionada pela imprensa ao final da audiência pública que ouviu procuradores sobre o caso.
“Não, não tenho conhecimento”, afirmou o parlamentar, ao ser perguntado sobre a existência de articulação para uma CPI da Oi.
Wilson revelou, no entanto, que três requerimentos de CPI foram protocolados pela base. Mas fez questão de desqualificá-los. “Na minha opinião, não atendem às exigências do Regimento Interno. São assuntos do governo federal. Quem deveria fazer essas CPIs é o Congresso Nacional, não a Assembleia”, declarou.
Três requerimentos para instalação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) foram lidos na ALMT, tratando de demarcações de terras indígenas, impactos da legislação penal federal e consequências da atuação federal na faixa de fronteira entre Mato Grosso e Bolívia.
A fala do deputado ocorre em meio à movimentação de setores da base para ampliar o escopo de investigações na Casa. Apesar da negativa de articulação, Wilson reiterou que a fiscalização sobre o caso Oi continuará – mas por outros meios.
“Nós vamos continuar buscando a verdade. Vamos convidar, e se for preciso convocar, o secretário de Fazenda e outros agentes públicos. O que não dá é para aceitar que um crédito de R$ 308 milhões seja vendido por R$ 80 milhões. Nenhuma criança entende isso”, completou.





















