A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) confirmou nesta quinta-feira (28) a existência de falhas em trechos já concluídos das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande. De acordo com a pasta, a fiscalização determinou a reconstrução imediata das áreas afetadas, serviço que está sendo executado pelo consórcio responsável sem custos adicionais para o Estado.

Deputado Lúdio Cabral | Foto: Gilberto Leite / ALMT
Na quarta-feira (27), a Assembleia Legislativa aprovou requerimento do deputado Lúdio Cabral (PT) convocando o secretário Marcelo de Oliveira para explicar os atrasos e problemas de execução. A audiência está marcada para 15 de setembro, às 9h, na Sala de Comissões da ALMT.
O parlamentar, que vistoriou a região próxima ao Hospital de Câncer, denunciou a demolição de trechos recém-construídos da ciclovia e classificou a situação como desperdício e descaso. Ele afirmou que o prazo de 150 dias firmado em março já venceu sem cumprimento. Segundo Lúdio, novos problemas surgiram, como a destruição de concreto recém-aplicado, e o secretário precisa detalhar o andamento real do cronograma.

Assessoria
O deputado lembrou ainda que a obra deveria ter sido entregue até o fim de 2022, após a substituição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo BRT, anunciada pelo governo Mauro Mendes (União). Ele criticou a lentidão, ressaltando que, até agosto de 2025, apenas um trecho em Várzea Grande foi concluído, enquanto na Avenida do CPA as obras seguem inacabadas e outros trechos sequer tiveram início.
Em março, o Governo e o Consórcio Construtor BRT firmaram acordo para concluir parte da Avenida do CPA em 150 dias. O prazo não foi cumprido e, em agosto, a Sinfra prorrogou o contrato em mais 52 dias, com término previsto para 2 de outubro.
















