A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que a presença do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, na Marcha para Jesus, realizada em Cuiabá, teve como foco principal a participação no evento religioso e evitou comentar em profundidade as articulações eleitorais do Partido Liberal (PL) para as eleições de 2026.
Ao falar sobre a possibilidade de a visita representar um gesto de união da direita em Mato Grosso e de consolidação das pré-candidaturas do deputado federal José Medeiros ao Senado e do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado, Flávia reconheceu que as definições internas da legenda caminham nessa direção, mas ressaltou que seu foco permanece voltado à administração municipal.
“Acho que no PL todo mundo já deve estar garantido, sim, dentro do partido. Eu não estou acompanhando muito as questões partidárias, até porque Várzea Grande não está dando tempo. Vocês sabem muito bem que estou cuidando extremamente da gestão pública. O Medeiros está se condicionando, mas hoje foi um dia de orar, de louvar e agradecer. Fiz questão de estar na Marcha. Venho todos os anos e, neste ano em especial, agradecer pela caminhada que tenho na gestão. A gente enfrenta grandes dificuldades, mas sempre confiando em Deus para vencer”, declarou.
A prefeita também rebateu as críticas de que eventos religiosos estariam sendo utilizados como palco para manifestações político-partidárias. Ao comentar declarações do vereador de Cuiabá, Rafael Ranalli (PL), que a Marcha para Jesus seria identificada com a direita, enquanto a Parada do Orgulho LGBTQIA+ estaria associada à esquerda, ela afirmou que esse tipo de classificação não representa a realidade.
“Essa daí é nova para mim. Acho que tem gente LGBT da direita também e tem gente na Marcha que é da esquerda. Não é assim. A gente não pode generalizar nem rotular. Sobre a questão de o evento ser político, eu não vejo dessa forma. Eu entrei recentemente para a política, mas sempre tive minha religião. Cada um tem a sua fé. Eu frequento tanto encontros religiosos quanto a minha igreja, que é católica. Buscar a Deus, sendo agente político ou não, é importante. Pelo contrário, é bom porque a gente pede sabedoria para as decisões e para a nossa caminhada”, afirmou.
Flávia participou da Marcha para Jesus ao lado de lideranças políticas e religiosas.
















