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Secretário nega venda de vagões do VLT e diz que contrato foi rescindido devido a “safadeza”

Assim como o governador Mauro Mendes, o secretário Marcelo Padeiro também nega qualquer negociação para a venda dos vagões do VLT, já que não pertencem ao Estado

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O secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira e Silva, o Marcelo Padeiro, a exemplo do que já havia declarado o governador Mauro Mendes (UB), negou que o governo do Mato Grosso esteja negociando a venda de vagões do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) para a prefeitura do Rio de Janeiro. Em entrevista à imprensa, ele disse que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, está enganado, porque o Governo do Estado não pode vender o que não é dele ne que contrato foi rescindido com consórcio por ‘safadeza”.

“O Governo do Estado não pode vender o que não é dele. Este contrato foi rescindido por corrupção, por safadeza, bandidagem […] Pegação de dinheiro, que não é dele. O governo não comprou vagão, o governo comprou sistema. O sistema do trem está rodando? Não, então o governo não comprou vagão, o governo comprou sistema rodando. Distribuíram dinheiro, para onde foi o dinheiro? Foi para bolso de alguém, não sei quem foi. A Justiça sabe, uma hora vai sair o julgamento de quem apanhou e o governo não pode vender o que não é dele”, afirmou o secretário.

A polêmica envolvendo a suposta venda dos vagões começou após publicação de reportagem pelo jornal A Gazeta, que relatou a vinda de uma comitiva do Rio de Janeiro no dia 6 de maior para fazer uma vistoria nos vagões. O secretário de Coordenação Governamental da prefeitura do Rio, Jorge Luiz Arraes, que liderou a comitiva, disse que visita foi agendada após o prefeito do Rio Eduardo Paes, ter conversado por telefone com o governador Mauro Mendes. O governador negou que o Estado esteja negociando, justamente porque os equipamentos não pertencem ao governo.

O prefeito Emanuel Pinheiro, que defende a conclusão do VLT e é contra a intenção do governo de investir na construção do BRT, se manifestou, dizendo que a ação do governo seria uma “violência inexplicável” contra Cuiabá.

“É mais uma violência inexplicável com Cuiabá, o que há de melhor para quem mais precisa, que é a população carente. Mais uma medida de maldade do governo do estado. Acabou de dizer que os vagões estavam acabados, enferrujados, quebrados, mas agora, às escondidas, tentava vender os vagões para a prefeitura do Rio de Janeiro, que está enterrando o BRT, para ampliar os trilhos do VLT”, disse o prefeito. Emanuel ainda comentou sobre a visita do secretário carioca que teria ficado impressionado com o excelente estado de conservação dos vagões.

Após pedido da prefeitura de Cuiabá, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu as obras do BRT.

O secretário Marcelo Padeiro também rebateu a informação que o secretário Jorge Luiz Arraes teria conversado com o governo sobre o assunto.

“Ele pode ter vindo a Cuiabá, olhado o vagão, mas ele tem que conversar com quem é o dono do vagão. Eu sei que não é o governo [o dono], porque o governo não comprou vagão, e se pagou, pagou erroneamente e se alguém avalizou à época, avalizou erroneamente”, afirmou.

A respeito de o governo ter pagado à Caixa Econômica Federal R$ 572 milhões para quitar o financiamento para a construção do VLT, Padeiro disse que o pagamento foi feito para evitar uma discussão judicial.

“O governo quitou a dívida do financiamento porque brigou e está brigando para este pessoal devolver o dinheiro do Governo. Nós não queremos ter nenhum problema com ninguém, com Governo Federal, com Caixa Econômica, com o Tribunal de Contas da União, com ninguém”, disse o secretário, explicando que o pessoal a quem se referiu são as empresas do consórcio contratado para construir o VLT.

“Eles ganharam a concorrência para entregar o que? O sistema rodando entregaram o que? safadeza”, concluiu.

O governo do Estado decidiu rescindir o contrato como consórcio após denúncias de corrupção e pagamento de propina. Esta semana o governador não só negou que esteja negociando a venda de algo que não é do governo, mas também reforçou que o Estado entrou com uma ação contra o consórcio cobrando R$ 830 milhões pelos serviços não executados. Quando assunto envolvendo venda de vagões, é “conversa fiada”, segundo o governador, que ressaltou que o governo comprou um sistema, que não foi entregue.

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