A servidora de carreira do Estado, Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, pediu exoneração do cargo de secretária adjunta de Unidades Especializadas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), nesta sexta-feira (6/12). O ato foi publicado em Edição Extra do Diário Oficial do Estado.
Caroline foi um dos alvos da Operação Panaceia deflagrada hoje pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Conhecida como a “Mulher da SES”, Caroline é investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por supostamente favorecer empresas ligadas a um grupo criminoso, contratando-as a preços superiores aos do mercado durante a pandemia de Covid-19.
Com a exoneração, a servidora se dedicará integralmente à sua defesa jurídica, para a elucidação dos fatos.
A operação, realizada em Cáceres e Cuiabá, visa apurar crimes de fraude em licitações e associação criminosa, que resultaram no desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a ação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, além do afastamento de dois servidores públicos. A justiça também determinou o bloqueio de R$ 5,5 milhões.
As investigações apontam que as fraudes começaram durante a pandemia, quando servidores públicos e agentes privados se uniram para direcionar recursos a um grupo restrito de empresas, prejudicando a concorrência. Mesmo com alertas da Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso (PGE) sobre as irregularidades antes da assinatura dos contratos, as contratações continuaram.
Até agosto de 2024, os recursos federais destinados às empresas envolvidas nas investigações somaram cerca de R$ 55 milhões, com a maior parte desses valores sendo direcionada durante o período crítico da pandemia. O Hospital Regional de Cáceres, que atende aproximadamente 400 mil habitantes de 23 municípios, é uma das instituições impactadas por essas contratações.


















