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Santa Casa de Cuiabá deixará de funcionar como hospital estadual com inauguração do Hospital Central

Secretário Gilberto Figueiredo confirmou que os atendimentos serão transferidos para o novo Hospital Central, que terá a gestão do hospital Albert Einstein
O Hospital Estadual Santa Casa realiza mutirões para diminuir a fila de espera de pacientes que precisam realizar procedimentos cirúrgicos de menor complexidade Crédito - Secom-MT

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O governo de Mato Grosso vai desativar a Santa Casa de Cuiabá como unidade estadual de saúde ainda este ano. O anúncio foi feito nessa terça-feira (22) pelo secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, ao confirmar que os atendimentos serão transferidos para o novo Hospital Central, cuja operação assistencial está prevista para iniciar até dezembro, sob gestão do Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo o secretário, a obra será entregue até o fim de julho, iniciando a contagem do prazo contratual de 60 dias para que o hospital comece a funcionar. A inauguração institucional está marcada para setembro, mas os serviços ao público devem começar apenas no final do ano.

“Setembro, o que nós previmos foi a parte da inauguração. Segundo o contrato que nós temos, o hospital tem 60 dias para entrar em operação quando ele recebe a obra. Provavelmente em dezembro, a gente consiga”, declarou Figueiredo.

Com estrutura moderna e gestão de uma Organização Social de Saúde (OSS) ligada ao Albert Einstein, o novo hospital absorverá cerca de 70% das atividades hoje realizadas na Santa Casa, incluindo atendimentos em UTI neonatal, pediatria, cirurgia geral e clínica médica. A expectativa do governo é que a nova gestão traga mais eficiência e gere uma economia de até R$ 50 milhões anuais.

Destino indefinido

Com a transição dos serviços, o prédio da Santa Casa será devolvido à massa falida da Santa Casa de Misericórdia, que está sob responsabilidade do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT). Ainda não há definição sobre o que será feito com o imóvel, que pode ir a leilão para quitar dívidas trabalhistas, caso não seja adquirido por alguma instituição pública.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a sugerir que o governo estadual comprasse o prédio, evitando o risco de abandono. A Prefeitura de Cuiabá, por sua vez, manifestou interesse em assumir o imóvel, com a possibilidade de instalar um hospital municipal no local.

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