Durante sessão do tribunal do júri nesta terça-feira (15), Edgar Ricardo de Oliveira, réu pelo assassinato de sete pessoas em Sinop (500 km de Cuiabá), aproveitou a ocasião para criticar duramente o advogado e vereador eleito Marcos Vinícius Borges, mais conhecido como “Advogado Ostentação”. Segundo o acusado, o jurista não teria oferecido uma assistência jurídica adequada e ainda o teria utilizado para se promover na mídia.
Marcos Vinícius foi o primeiro advogado de Edgar. Durante o julgamento, o acusado afirmou que não ficou satisfeito com o serviço prestado pelo advogado, sugerindo que a atenção dada ao caso foi insuficiente. “Meu defensor só apareceu no dia da audiência de instrução. A única coisa que ele queria era aparecer na mídia, e todos sabem disso”, declarou Edgar durante o tribunal.
O Advogado Ostentação, como é conhecido, ganhou notoriedade nas redes sociais por exibir uma vida luxuosa, com vídeos em carros de alto padrão e mansões. Essa exposição impulsionou sua carreira política, levando-o a se eleger vereador em Sinop nas últimas eleições, com 1.261 votos.
Edgar ainda criticou a falta de representação adequada no seu caso, alegando que foi abandonado pelo advogado dias antes do julgamento. “Eu não tive advogado, ninguém me representou. Ele só usou da minha imagem e do sofrimento de nove famílias para se promover”, desabafou. O réu também mencionou que, além das vítimas da chacina, a sua própria família e a de seu comparsa, Ezequias Souza Ribeiro, também sofreram com o episódio.
Em sua crítica, Edgar relatou que o advogado teria sugerido que ele mentisse sobre uma suposta discussão no momento do crime, envolvendo uma das vítimas e a gravidez de sua mulher, o que, segundo ele, nunca aconteceu. “O Bruno [uma das vítimas] não disse nada daquilo, era tudo invenção”, concluiu Edgar, expressando insatisfação com a conduta de seu antigo defensor.
Marcos Vinícius, que ganhou ainda mais projeção após sobreviver a um atentado em seu escritório em março do ano passado, elegeu-se vereador pelo PSDB e segue alvo de críticas do réu, que o acusa de ter explorado seu caso para autopromoção.

















