Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Presidente da Câmara Municipal de Cuiabá é denunciado por falsidade ideológica

A Promotoria Eleitoral pede o recebimento da denúncia, a citação dos réus e designação de audiência de instrução e julgamento para oitiva das testemunhas arroladas.

publicidade

Por Esportes & Notícias

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Misael Galvão (PTB) entrou em um inferno astral. Depois de desaparecer no final de semana para não receber um oficial de justiça, determinando a volta do Abílio Júnior (Podemos) ao parlamento, de ser encontrado em um posto de gasolina pelo oficial de justiça e do bate boca com o retorno de Abílio, ele agora é alvo do Ministério Público Eleitoral. Misael é acusado de falsidade ideológica na eleição de 2016 em processo que envolve ainda dois assessores um deles seu irmão. A acusação é feita pela Promotoria Eleitoral da 51ª Zona Eleitoral em crime é previsto no artigo 350 do Código Eleitoral.

As investigações do Ministério Público mostram que o presidente do Legislativo cuiabano teria omitido receitas e gastos relativos à campanha eleitoral de 2016, quando se elegeu para o cargo de vereador.

No processo, além de Misael Galvão estão envolvidos seu irmão Oziel Oliveira Galvão, e o coordenador financeiro da campanha à época, Rafael Leepkaln Capuzzo. Ao todo, os gastos do caixa dois da campanha teriam se aproximado dos R$ 800 mil.

A Promotoria Eleitoral pede o recebimento da denúncia, a citação dos réus e designação de audiência de instrução e julgamento para oitiva das testemunhas arroladas.

Além disso, o MPE solicita a condenação do presidente da Câmara Municipal de Cuiabá pela prática do delito de prestação de declaração falsa à Justiça Eleitoral, após confirmação da existência de quase R$ 800 mil de caixa dois utilizados na campanha eleitoral de Misael, que teria se utilizado da prática de compra de votos de eleitores no bairro Ribeirão do Lipa.
Conforme a Promotoria Eleitoral, o limite de gastos permitidos para a campanha de Misael Galvão era de R$ 492.024,46, a receita declarada foi de R$ 129.322,55 e as despesas informadas somaram R$ 120.143,96.

“Ocorre que foi apreendida na residência de Oziel Oliveira Galvão, irmão do candidato, uma planilha de controle de entradas e saídas paralelas à conta oficial, demonstrando que houve a utilização de ‘caixa dois’ na campanha”, argumentou a Promotoria Eleitoral do Ministério Público Eleitoral.
A coluna de entradas possuía lançamentos que totalizavam R$ 799.538,00, enquanto os valores inseridos na coluna de saídas totalizavam R$ 722.043,00.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade