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Prefeito enquadra vereador por críticas ao IPTU e diz que parlamentar precisa “usar a inteligência”

O embate ocorre após o vereador anunciar nas redes sociais que pretende apresentar um decreto para tentar suspender a atualização do imposto, diante da reação negativa da população ao aumento dos valores
FOTO: RENNAN OLIVEIRA/SECOM CUIABÁ

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O prefeito de Campo Novo dos Parecis, Edilson Piaia, rebateu as críticas feitas pelo vereador Willian Freitas sobre a atualização da Planta Genérica de Valores, que resultou no reajuste do IPTU do município, e cobrou uma atuação mais técnica do parlamentar diante do tema.

O embate ocorre após o vereador anunciar nas redes sociais que pretende apresentar um decreto para tentar suspender a atualização do imposto, diante da reação negativa da população ao aumento dos valores.

Em resposta, Piaia elevou o tom e afirmou que o parlamentar, que está no segundo mandato, deveria buscar esclarecimentos junto à administração municipal antes de criticar publicamente a medida.

“Vá até a Secretaria de Finanças para ver o que está acontecendo, antes de você ficar fazendo vídeos e falando mal da gestão”, disparou o prefeito.

Na sequência, o chefe do Executivo afirmou que a função de fiscalizar do Legislativo deve ser acompanhada de aprofundamento técnico e criticou o que classificou como “politicagem”.

“O dever do vereador, sim, é fiscalizar, defender a população, mas primeiramente você tem que usar a sua inteligência, buscar saber o que está acontecendo, o que está acontecendo com os tributos do IPTU, o que aconteceu com algumas irregularidades que teve, para depois sim poder levar para a população e levar para o prefeito a sugestão do que pode ser feito para melhorar. Não usar máquina pública para ficar fazendo politicagem”, afirmou.

A Prefeitura sustenta que a revisão da Planta Genérica de Valores ocorreu após recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), sob argumento de que a administração anterior não realizou as atualizações periódicas previstas.

Piaia também atribuiu parte da responsabilidade pela situação ao próprio vereador, argumentando que, por estar no segundo mandato, ele teria acompanhado a gestão passada e poderia ter cobrado a atualização anteriormente.

“Você que está no segundo mandato, você é o maior responsável por tudo isso que está acontecendo. Você está desde a gestão passada e foi omisso de não cobrar”, completou.

Segundo dados apresentados pela gestão municipal, a arrecadação do IPTU em 2025 somou R$ 14,8 milhões, valor que, de acordo com o Executivo, não cobriria sequer o repasse anual destinado à Câmara Municipal. Em 2025, o duodécimo do Legislativo foi de R$ 15,8 milhões e a previsão para 2026 é que os custos alcancem R$ 20 milhões.

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