Em resposta às críticas da pré-candidata ao governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), sobre a ausência de menções ao governo federal na inauguração da ferrovia estadual, o governador em Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que não há impedimento para reconhecer a participação de diferentes entes no financiamento de projetos, incluindo bancos públicos federais.
A discussão gira em torno da ferrovia inaugurada pela concessionária Rumo Logística, cuja execução contou com financiamento de instituições como o BNDES. Natasha questionou o fato de o governo estadual não destacar de forma mais explícita a participação do governo federal nas obras viabilizadas por linhas de crédito públicas.
Ao comentar o tema, Pivetta rebateu as críticas e afirmou que o uso de recursos de bancos públicos é uma prática legítima dentro do sistema de financiamento de infraestrutura no país.
“Não tem nenhum problema. A gente inclui o governo federal. Nós somos brasileiros do Mato Grosso. Antes de ser nós somos brasileiros. Então, nós temos direito a tomar recursos dos bancos públicos do Brasil. É o mínimo que o governo federal não pode impedir. Isso também não depende do governo federal. Depende do banco que tem seu corpo técnico, vê viabilidade no negócio e vende o dinheiro a um custo que interessa ao banco. E é isso que nós fizemos. Nós vamos ter que devolver ao banco”, declarou o governador.
Ao falar sobre a existência de mérito político do governo federal na viabilização da ferrovia, Pivetta afirmou que o papel central não é político, mas técnico e financeiro, destacando o funcionamento dos bancos públicos e o ambiente de investimentos.
“Não há mérito político. É governo? Estradas? As estradas para chegar aqui na ferrovia. A BR já chega aqui. Nós concessionamos as 130 e as 140. Todas as rodovias estaduais que chegam na BR, que vão escoar aqui, estão concessionadas ou estão licitadas para construir”, completou.
O governador também foi provocado sobre a comparação entre gestões federais recentes e o volume de recursos destinados a Mato Grosso. Em resposta, ele disse que o cenário econômico de anos anteriores, especialmente o período de juros mais baixos, como fator decisivo para a viabilidade de grandes obras de infraestrutura.
“Nós tínhamos juros de 4% em 2022 quando foi iniciado. Você acha que teria sido feito esse trecho de 167 km de ferrovia se fosse concebido esse negócio hoje? É difícil. Então o cenário para negócios era infinitamente melhor, apesar da pandemia que teve. E vocês todos sabem os danos que a pandemia causou na economia e no nosso povo”, afirmou.




















