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PF pede abertura de inquérito contra deputada por organizar caravana que depredou Congresso

A aposentada Gizela Cristina Bohrer, 60, residente em Barra do Garças (MT), disse à PF que viajou a Brasília em um ônibus organizado pela coronel e outros políticos.

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A abertura de um inquérito para investigar a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) pela suspeita de organizar ônibus para transportar bolsonaristas de Mato Grosso a Brasília para participar do ato do dia 8 de janeiro, que resultou na depredação das sedes dos Três Poderes, foi pedida pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF). Outros dois políticos suspeitos de participarem da organização desse transporte também são alvos do pedido de investigação.

Além da coronel Fernanda, também são investigados a deputada federal Analady Carneiro (PTB-MT), que não foi eleita, e o candidato a deputado estadual Rafael Yonekubo (PTB-MT), suplente.

A representação pela abertura de inquérito se baseia no depoimento revelado pelo UOL na semana passada. A aposentada Gizela Cristina Bohrer, 60, residente em Barra do Garças (MT), disse à PF que viajou a Brasília em um ônibus organizado pelos três políticos.

Caso a investigação seja autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a deputada Coronel Fernanda seria o quarto parlamentar alvo de apurações decorrentes do 8 de janeiro.

No depoimento, Gizela disse que “veio para Brasília numa caravana organizada” pela deputada Coronel Fernanda, por Analady Carneiro e por Rafael Yonekubo.

“Os três coordenam grupos de WhatsApp e organizam caravanas para Brasília já há dois anos; que tais caravanas tinham por objetivo o apoio ao então Presidente Bolsonaro, tais como fizeram por ocasião dos desfiles de 7 de setembro e 15 de novembro de 2021 e 2022”, contou Gizela à PF. “Todo mundo que vem nesses ônibus vem de graça e recebe todas as refeições de graça”, afirmou.

Caso a apuração seja autorizada, a Polícia Federal deve colher os depoimentos dos políticos e buscar aprofundar as provas sobre a suspeita de atuação deles na organização de ônibus para atos antidemocráticos em Brasília.

Procurada, a deputada Coronel Fernanda disse que não iria se manifestar. Na semana passada, ela admitiu conhecer Gizela em entrevista ao UOL, mas negou ter organizado caravanas para o 8 de janeiro.

Em nota, a defesa de Analady e Yonekubo afirmou que já apresentou petição ao STF se colocando à dispôs posição para esclarecimentos. “A verdade é que nenhum destes dois participaram de atos do dia 8.1.2023, estando ambos em Cuiabá-MT cuidando de seus afazeres e tarefas familiares. Inclusive, Rafael se casou no dia 7 de janeiro, com a presença de Analady como convidada”, dizem os advogados Akio Maluf Sasaki e Marcos Gatass.

Eles afirmam ainda que “refutam qualquer informação ou depoimento que os coloque como organizadores, financiadores ou apoiadores de quebra-quebra, pois este é um ato que os mesmos abominam”.

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