O ministro da Fazenda, Dario Durigan, colocou em pauta o novo programa de renegociação de dívidas elaborado pelo governo federal, em meio ao avanço do endividamento no país.
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Em entrevista ao Roda Viva, desta segunda-feira (4), Durigan explicou como vai funcionar o novo programa de quitação de débitos, o Desenrola 2.0, uma iniciativa que prevê descontos de até 90% para brasileiros inadimplentes. Ele apontou ainda que, entre as condições para participar do programa, está a proibição do uso de plataformas de apostas.
“Por isso, um dos mecanismos estruturantes é a proibição de jogar em apostas online. Se a pessoa está recorrendo a um programa do governo para diminuir, e muito, a sua dívida, nos parece razoável que ela deixe de jogar por um tempo. O bloqueio para apostas nos parece condizente com essas medidas”, afirma Dario Durigan.
Bloqueio para inadimplentes em Bets
O ministro ressaltou que haverá bloqueio do CPF de inadimplentes em plataformas de apostas por até 12 meses.
“Ao aderir ao Desenrola, a pessoa estará autorizando a autoexclusão de todas as bets regularizadas do país”. Dario Durigan
Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo indicam que mais de 80% das famílias brasileiras já estão endividadas, cenário que pressiona a adoção de medidas para aliviar o orçamento doméstico e ampliar o acesso ao crédito.
Vigência de MP sobre combustíveis
Ao ser questionado, o ministro tratou da vigência da Medida Provisória nº 1.349, que busca conter os impactos da alta nos combustíveis diante da guerra entre Estados Unidos e Irã.
“Hoje, a leitura dos ministros da Fazenda ao redor do mundo é de que se trata de uma guerra que tende a perdurar, porque as condições políticas regionais não estão dadas para um cessar-fogo duradouro imediato. O Brasil é um dos países que menos foi afetado pela guerra. Inclusive, o debate ainda não é tão intenso por aqui porque, de fato, a questão do aumento do preço dos combustíveis está controlada”, afirmou Durigan.
Dario Durigan destacou que, os efeitos econômicos do conflito devem se estender além de maio.
“Toda e qualquer medida a ser tomada não será adotada de forma indefinida. Ela vai ser tomada com prazo de, pelo menos, dois meses. Após esse período, será necessário reavaliar o cenário. E a minha posição é clara: o Brasil não pode ser sócio da guerra. Não vamos ampliar o esforço fiscal por conta do conflito, mas também não vamos reduzi-lo. Precisamos garantir neutralidade fiscal para cumprir o orçamento aprovado pelo Congresso”, justificou o ministro.
Fonte: IG





















