O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e deputado estadual Max Russi (PSB) rebateu declarações da médica Natasha Slhessarenko (PSD), pré-candidata ao Governo do Estado em 2026, e negou que tenha atuado para prejudicar a tentativa de candidatura dela ao Senado nas eleições de 2022. À época, Natasha chegou a afirmar que teria sido desfavorecida pelo comando do PSB, partido ao qual era filiada naquele período.
“Acho que ela está faltando com a verdade quando diz que eu a prejudiquei. Muito pelo contrário, eu a valorizei e coloquei o nome dela à disposição. Desejo sucesso, mas jamais faltando com a verdade. Eu não falto com a verdade. A gente precisa assumir nossas responsabilidades, reconhecer erros e não usar outras pessoas ou desculpas. Eu não concordo com isso”, disse o deputado nesta quarta-feira (17).
Max afirmou que não pretende reabrir um debate que considera encerrado, mas foi enfático ao dizer que a versão apresentada pela médica não corresponde aos fatos.
“Eu não vou voltar numa discussão que já é passado. Acho que ela está tentando achar uma desculpa. Lá atrás ela desistiu de ser candidata. Eu levei ela ao presidente nacional, ela recebeu ligação do Alckmin, esteve reunida com o Pivetta”, declarou.
Segundo o parlamentar, Natasha teve todas as condições políticas para levar a candidatura adiante, mas optou por desistir por decisão própria. Ele afirmou, inclusive, que a médica participou de reuniões decisivas antes de comunicar sua saída da disputa.
“Ela pode ter algum problema de esquecimento. Talvez não se recorde que esteve na sala do vice-governador Pivetta, saiu de lá, desistiu e foi para casa”, disse.
Max destacou que, como presidente do partido à época, respeitou a decisão comunicada por Natasha e, a partir disso, buscou outras alternativas políticas.
“Depois que eu dou a minha palavra, eu costumo honrar meus compromissos. Quando a pessoa me diz que desistiu, eu sigo outros encaminhamentos. Depois ela se arrependeu, mas aí já tinha passado o momento, não tinha mais jeito”, explicou.
Apesar das críticas, o deputado afirmou não guardar ressentimentos e disse desejar sucesso à médica em seu atual projeto político. Para ele, no entanto, a falta de experiência pesou naquele momento. “Há quatro anos ela teve um vacilo por falta de experiência política. Desistiu e depois quis voltar, mas não foi possível”, avaliou.
Max reforçou que fez tudo o que estava ao seu alcance para viabilizar a candidatura de Natasha em 2022.
“Ela teve todas as oportunidades. Andei com ela em vários municípios, divulguei o nome dela, levei ao presidente nacional. Tudo o que eu podia fazer como presidente do partido, eu fiz. Como ela não quis ser candidata, eu tinha a obrigação de buscar outros encaminhamentos. Isso são águas passadas”, afirmou.
O deputado também opinou que a médica poderia ter iniciado a trajetória política por cargos proporcionais.
“Acho que ela deveria ter sido candidata a deputada estadual ou federal para testar votos, ajudar o Estado, construir um projeto político. Ela já quis começar como senadora ou governadora. Cargo alto exige experiência, participação constante e debate político fora do período eleitoral”, disse.



















