Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mauro, sobre possível greve dos caminhoneiros: “Não sei se resolve as coisas”

Desde o fim de fevereiro, o combustível acumula alta de 18,86%, reflexo da escalada no mercado internacional de petróleo causada pelas tensões geopolíticas
Crédito - Tonico Pinheiro - Secom-MT

publicidade

O governado Mauro Mendes (União), manifestou nesta quarta-feira (18) cautela em relação aos rumores de uma possível greve de caminhoneiros diante do aumento no preço do diesel. Em entrevista, o chefe do Executivo estadual afirmou que a categoria merece respeito, mas questionou se paralisações são o caminho mais eficaz para resolver o problema.

“Não pode sair uma conversa na internet e eu ficar preocupado. Se eu ficar preocupado, eu não vou dormir nunca mais na minha vida e talvez ninguém durma, né? Porque toda hora tem uma conversa na internet e nunca a gente sabe o que é verdade e o que é ruim. Claro que os caminhoneiros são uma categoria importante, merece o respeito de todos nós, como qualquer categoria profissional, mas não sei se é na base da greve que resolve as coisas”.

A declaração de Mendes ocorre em meio à movimentação de entidades representativas dos caminhoneiros diante da alta expressiva no preço do diesel. Desde o fim de fevereiro, o combustível acumula alta de 18,86%, reflexo da escalada no mercado internacional de petróleo causada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O barril do Brent, referência global, saltou 42,7% no período, passando de US$ 72,48 para US$ 103,42.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) recuou da decisão de deflagrar uma greve imediata e agora aguarda o resultado de uma reunião com caminhoneiros autônomos, marcada para esta quarta-feira (18) em Santos (SP), para definir o apoio a uma eventual paralisação. A entidade cobra providências do governo federal para conter as variações consideradas abusivas nos preços do diesel.

Na terça-feira (17), a CNTTL se reuniu com outras lideranças da categoria para defender que os motoristas cruzassem os braços ainda nesta semana. No entanto, a decisão foi adiada para avaliar o desdobramento das negociações e a adesão da categoria em âmbito nacional.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade