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Margareth Buzetti critica CPI do Feminicídio e diz que foi “palanque político”

A iniciativa foi apresentada pela deputada estadual Edna Sampaio (PT), mas perdeu força após a retirada de assinaturas por parte de parlamentares

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A senadora Margareth Buzetti (PP) se posicionou contra a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para investigar os crimes de feminicídio no estado. A iniciativa foi apresentada pela deputada estadual Edna Sampaio (PT), mas perdeu força após a retirada de assinaturas por parte de parlamentares.

A senadora questionou a real efetividade da CPI e classificou a proposta como uma tentativa de usar uma pauta sensível como “palanque político”.

“CPI do feminicídio pra quê? Não estou entendendo. Qual é o objeto? É o homem querendo matar mulher […] isso é palanque político, me desculpa”, declarou.

Apesar da crítica à forma como o tema vem sendo conduzido no Legislativo estadual, a senadora reconheceu que o Estado ainda enfrenta grandes dificuldades para prevenir e combater a violência contra a mulher. Ela relembrou que, mesmo com avanços na legislação, muitos crimes ocorrem em ambientes privados, o que dificulta a intervenção do poder público.

“Estamos engatinhando nas condições que são necessárias para o combate. Existem muitas situações em que você não tem o que fazer. A violência acontece dentro de casa, onde a mulher convive com seu agressor.”

Margareth, que é autora da lei que ampliou a pena para o crime de feminicídio para até 40 anos de reclusão, reforçou seu compromisso com a causa, mas fez questão de destacar que atua com responsabilidade e sem oportunismo:

“Eu tenho um pouquinho de receio de palanque político. Vocês me conhecem e sabem que eu não faço palanque político de nada. Eu tomo decisões.”

A proposta da CPI acabou esvaziada após seis deputados retirarem suas assinaturas. Para ser instalada, a comissão precisava de no mínimo oito apoios formais. O presidente da Assembleia, Max Russi (PSB), também já havia declarado que o debate sobre feminicídio pode, e deve, continuar no Parlamento, mesmo sem a criação de uma CPI, por meio de câmaras temáticas ou grupos de trabalho.

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