A Justiça de Cáceres (240 km a Oeste de Cuiabá) converteu em prisão domiciliar, a prisão preventiva de Valéria Leite Ribeiro do Espirito Santo. Ela é um dos alvos da Operação Efialtes, deflagrada para investigar a violação de lacres e troca de drogas que foram apreendidas e incineradas em abril, no município.
Valquiria se apresentou à delegacia no fim da manhã desta terça-feira (13) acompanhada de um dos seus advogados, Thiago Furlanetto. Ela é acusada de cometer crime de lavagem de dinheiro e de pertencer a uma organização criminosa.
A investigada é esposa do investigador da Polícia Civil Antônio Mamedes Pinto de Miranda, que também foi alvo da ação. Depois de ser apresentada à autoridade policial, Valquiria foi colocada à disposição da Justiça.
Durante audiência de custódia, o juiz responsável converteu a prisão preventiva em domiciliar. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) não informou quais os motivos que o magistrado baseou para a conversão da prisão.
A operação
Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos 39 mandados de prisão preventiva, 59 de busca e apreensão, quatro de suspensão de atividades econômicas de empresas utilizadas para lavagem de dinheiro, sequestro de 14 veículos e quatro imóveis, além do bloqueio de R$ 25 milhões durante a ação policial.
As investigações tiveram início após a notificação de que, durante incineração de drogas realizada pela Delegacia Especializada da Fronteira (Defron), no dia 19 de abril, havia embalagens violadas e o entorpecente de envelopes havia sido substituído por areia e gesso.
A corregedoria determinou inspeção à sala da Defron, onde são armazenadas as drogas apreendidas, e também foi encontrada uma embalagem de plástico violada com diversos tabletes de isopor.
















