O Tribunal do Júri condenou o empresário Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato da mulher transexual Mayla Rafaela Martins, de 22 anos. O julgamento foi realizado na quarta-feira (15).
O crime ocorreu em janeiro de 2024, quando a vítima foi morta com golpes de arma branca em um imóvel. Após o homicídio, o corpo foi enrolado em uma lona e abandonado às margens da rodovia MT-485, em uma área rural entre dois municípios.
De acordo com as investigações, Mayla havia entrado em um veículo na noite anterior ao crime e desapareceu. No dia seguinte, trabalhadores rurais localizaram o corpo em meio a uma lavoura e acionaram a polícia. A perícia identificou diversas perfurações provocadas por faca.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o crime foi motivado por razões de gênero, configurando feminicídio. O Ministério Público sustentou que o acusado agiu por sentimento de posse após a vítima recusar manter um relacionamento.
Além do homicídio, o réu também foi responsabilizado por fraude processual e ocultação de cadáver, após tentar apagar vestígios do crime e transportar o corpo até a zona rural.
O promotor de Justiça Samuel Telles Costa destacou que a decisão reforça o enfrentamento à violência de gênero. Segundo ele, o reconhecimento do feminicídio, inclusive tendo como vítima uma mulher transexual, representa um avanço na aplicação da lei e no combate à discriminação.
O caso gerou forte repercussão e mobilizou familiares e amigos da vítima, que cobraram justiça ao longo do processo.

















