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Júlio sobre VG: “Defunto não tinha nem sido enterrado e estavam elegendo a Mesa Diretora”

Campos negou ter articulado a eleição no legislativo com o vice-prefeito eleito, Tião da Zaeli (PL)

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O deputado estadual Júlio Campos (União) expressou surpresa com a rapidez na formação da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande após a derrota do atual prefeito, Kalil Baracat (MDB). Em entrevista ao Jornal de Meio Dia, da TV Vila Real, Campos negou ter articulado a eleição no legislativo com o vice-prefeito eleito, Tião da Zaeli (PL).

Em um acordo, o vereador Wanderley Cerqueira (MDB) será o novo presidente da Câmara. “Isso não é verdade. É uma falácia e uma mentira. O que aconteceu foi que na noite da eleição, o Kalil ainda estava recebendo os nossos pêsames e chegou o deputado Fabio Tardin (PSB), que elegeu três vereadores, dizendo que ‘eu quero que a vereadora Gisa Barros seja a próxima presidente da Câmara’ e havia muita restrição ao nome da Gisa. E nisso tinha Wanderley articulando também. Foi uma coisa assombrosa. Nunca vi isso na minha vida. Tínhamos um defunto que não tinha nem sido enterrado ainda e estavam elegendo Mesa Diretora”, relatou o deputado.

Campos criticou a falta de respeito dos aliados de parlamentares eleitos, que começaram a articulação ainda durante o ‘velório do defunto’. Segundo ele, Tião da Zaeli aproveitou a situação para alinhar os três vereadores do Partido Liberal com Wanderley Cerqueira (MDB).

“E o Tião, muito vivo, levou os vereadores eleitos pela coligação da Flávia para apoiar o Wanderley, mas ninguém foi vitorioso, só o MDB que fez a presidência e o União Brasil que indicou a Rosy Prado para a 1ª secretaria. Não houve acordo de Jayme e Júlio com Tião, não conversamos com ele até hoje”, afirmou Campos. Apesar de não ter tido contato com Tião, Campos mencionou uma breve conversa com a prefeita eleita, Flávia Moretti (PL), durante uma visita institucional à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O parlamentar assegurou que a futura gestão poderá contar com recursos enviados por ele. “Flávia já teve um rápido contato conosco na ALMT. Encontrei ela lá e a parabenizei pelo sucesso e me coloquei à disposição. Se ela tiver bons projetos que necessitem dos nossos recursos, iremos disponibilizar. O que interessa para nós é o desenvolvimento da cidade. Eleição passou, vamos esquecer e trabalhar. Se tudo correr bem, teremos R$ 27 milhões e, desses, R$ 13 milhões são para a saúde e o restante para outras atividades”, explicou Campos.

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