O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) demonstrou, mais uma vez, sua preocupação com a falta de articulação interna e política da sigla em Mato Grosso para as eleições de 2026. Segundo o parlamentar, enquanto outros partidos já iniciaram processos de reestruturação e construção de chapas, o União Brasil segue inativo, sem diálogo ou mobilização. Júlio comparou a situação do União Brasil com a movimentação de outras siglas no estado.
“O União Brasil está parado, quieto, igual água de poço, como diz o ditado. Nós precisamos começar urgentemente um trabalho de reestruturação partidária […] o deputado Max nem entrou oficialmente no Podemos e já está estruturando o partido com novas lideranças e pré-candidatos. O ministro Carlos Fávaro está reorganizando o PSD, atraindo aliados como o procurador Mauro. A deputada Janaina Riva, junto com o Léo Bortolin da AMM, já começou a preparar o MDB para ter chapa própria em 2026. E o União Brasil? Está parado, como água de timbó”, explicou.
O parlamentar alertou que, se nada for feito, o partido poderá enfrentar sérias dificuldades para montar chapas proporcionais competitivas.
“Caso contrário, vamos ter dificuldade para lançar nomes para deputado estadual e federal. A majoritária não é o problema: temos dois nomes fortes — o senador Jayme Campos para o governo e o governador Mauro Mendes para o Senado. Mas e a chapa proporcional? Sem nomes fortes, vamos perder representatividade. Se não houver uma chapa forte, vários deputados estaduais vão deixar o partido. Todo mundo está com a mala pronta. Vão ficar lá para quê?”, questionou.
Júlio defende que o União Brasil aproveite os próximos meses para reorganizar suas bases no interior, atrair lideranças regionais e planejar estrategicamente sua atuação para 2026. Caso contrário, segundo ele, o partido corre o risco de perder espaço e quadros importantes no cenário político estadual.
Ele defendeu ainda a convocação de uma reunião efetiva na próxima segunda-feira para iniciar esse processo. “Tem que ser uma reunião para valer, com diálogo de verdade. Nenhum partido pode continuar parado assim”, pontuou.

















