A construção de alianças robustas e a entrega de resultados são pré-requisitos para qualquer candidatura em 2026, seja ao Governo do Estado ou ao Senado, segundo o senador Jayme Campos (União Brasil), que, em entrevista na quarta-feira (4/6), descartou aventuras políticas sem base sólida. Ex-prefeito de Várzea Grande e invicto em eleições, ele também criticou divisões internas no União Brasil, citando o embate entre Eduardo Botelho e Fábio Garcia na disputa pela prefeitura de Cuiabá em 2024, e cobrou unidade para fortalecer o partido.
Campos destacou sua abordagem estratégica na política, baseada em planejamento e serviços prestados. “Eu não sou nenhum idiota de não fazer como outros fazem. Eu faço política com antecipação. Tenho serviço para o Estado”, afirmou ao programa Tribuna, da Vila Real FM. Ele enfatizou que candidaturas devem ser construídas com aliados confiáveis e resultados concretos, rejeitando movimentações precipitadas.
“Toda candidatura deve ser construída com base em alianças, trabalho e história”, reforçou, sinalizando que sua decisão sobre 2026 dependerá de articulações sólidas.
O senador expressou preocupação com rachas no União Brasil, apontando a disputa interna em 2024 como exemplo. Segundo ele, Eduardo Botelho e Fábio Garcia, então chefe da Casa Civil e deputado federal licenciado, competiram pela indicação à prefeitura de Cuiabá, mas a falta de compromisso de Garcia comprometeu a unidade.
“Ele pedia votos para o Botelho, mas parece que não era bem o que ele queria”, disse Campos, insinuando que Garcia apoiou Botelho de forma relutante e, no segundo turno, respaldou Abílio Brunini (PL), que atacou o correligionário durante a campanha. “É preciso pacificar o partido e buscar união, colocando o projeto coletivo acima de interesses pessoais”, defendeu.

















