Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Gilmar Mendes afirma que Brasil não tem cultura de ataques: “Éramos felizes e não sabíamos”

Ministro mato-grossense lembrou da época em que ministros podiam ter uma vida relativamente normal
O mato-grossense Gilmar Mendes também falou da importância da segurança e vigilância em todos os aspectos cotidianos | Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

publicidade

O mato-grossense Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), comentou – durante sua visita a Cuiabá, nesta segunda-feira (18) – o atentado com explosivos ocorrido em frente ao prédio de Justiça, no dia 13 deste mês, em Brasília (DF). Segundo ele, no órgão e no país não há uma cultura rigorosa de segurança. Além disto, lamentou a escalada da violência, principalmente por questões políticos, dizendo que “éramos felizes e não sabíamos”.

Francisco Wanderley morreu com o próprio explosivo durante o ataque na Praça dos Três Poderes. A suspeita é que ele tinha motivações políticas e pretendia atacar ministros do STF.

Em entrevista à imprensa, Gilmar Mendes disse que não tem conhecimento sobre o andamento das investigações, mas que os fatos são preocupantes, pois mostram a vulnerabilidade dos esquemas de segurança em Brasília. Ele lembrou da época em que ministros podiam ter uma vida relativamente normal.

“Infelizmente, ou felizmente, nós não temos uma cultura rigorosa de segurança. Normalmente, nós adotamos determinadas práticas e depois as dispensamos, até em nome da liberdade. Queremos ter uma vida normal, passear com os filhos, ir ao shopping, poder ir a um restaurante, como todos. Queremos ter este tipo de liberdade, e obviamente que um episódio como esse nos faz mais do que reflexivos, nos faz pensar que precisamos mudar, pelo menos por hora, o nosso modo de viver, incorporar mais elementos de segurança na nossa vida”, argumentou.

O magistrado também destacou a necessidade de diálogo entre representantes políticos e do Poder Judiciário para entender este quadro. “O que fazer para desarmar essa bomba? Essa máquina de ódio? Todos nós estamos sempre conversando sobre isso. Nós éramos felizes e não sabíamos, tínhamos uma vida normal e agora temos esse risco, desde o xingatório, as agressões, até atitudes muito mais gravosas e danosas. (…) Não é um problema brasileiro, também é bom que se diga, é um problema mundial de certa forma e nós precisamos então ser reflexivos para que até o campo político volte à normalidade”.

Gilmar Mendes afirmou que haverá um reforço da segurança no STF e lamentou a tendência violenta de algumas pessoas com motivações políticas. “Eu saudava, recentemente, as eleições municipais porque tivemos as escaramuças normais do pleito eleitoral, mas encerrada a controvérsia, todos voltam para sua vida e a vida segue com as suas responsabilidades”, concluiu.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade