O presidente da Associação dos Servidores da Penitenciária Central (ASPPEN), João Batista, divulgou um vídeo nesta terça-feira (3) onde expressa sua indignação em relação às generalizações feitas por algumas autoridades sobre a corrupção na Polícia Penal. “Não podemos permitir que ações isoladas manchem a imagem de uma categoria inteira que dedica sua vida à segurança pública e ao cumprimento da lei.”
Na manhã de hoje, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Nexus para investigar possíveis ligações de agentes da ASPPEN com a organização criminosa Comando Vermelho. De acordo com o Gaeco, a Aspec movimentou mais de R$ 13 milhões entre 18/09/2019 e 03/07/2023, levantando suspeitas sobre a origem e destinação desses recursos.
Sandro Louco, um dos líderes do Comando Vermelho, alegou que a cantina/mercadinho vinculada à facção permitia a movimentação de mercadorias e capitais sem fiscalização, envolvendo servidores públicos e reclusos da unidade prisional.
Nos últimos dias, João Batista disse que recebe muitas ligações de policiais penais preocupados com a abordagem da corrupção no sistema penitenciário. Ele ressalta que, embora a corrupção exista em várias esferas, a generalização prejudica os quase três mil policiais penais que trabalham com integridade e dedicação.
Ele pede um foco nas ações de servidores honestos e destaca o recente lançamento de um pacote de combate ao crime organizado pelo governo, que inclui a criação de uma nova secretaria e a nomeação de um delegado experiente para combater facções criminosas.
João Batista menciona que os policiais penais enfrentam situações desafiadoras, muitas vezes lidando com presos que não respeitam as regras. Quando agem de acordo com a lei, podem ser alvo de denúncias, levando a afastamentos e desmotivação. É crucial que a sociedade reconheça o trabalho árduo e os riscos que esses profissionais enfrentam.
Ele conclui: “Antes de criticar, apoie aqueles que arriscam suas vidas pela segurança da sociedade. Estamos prontos para trabalhar e ajudar o secretário Vitor Hugo a combater as facções criminosas e garantir a segurança no estado do Mato Grosso.”

















