O depoimento de José Carlos Gomes de Souza, de 20 anos, preso pelo assassinato da estudante de Direito Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, trouxe novos detalhes sobre o crime ocorrido no dia 7 de maio, em Tangará da Serra, a cerca de 240 km de Cuiabá.
Em interrogatório à Polícia Civil, o suspeito afirmou que conheceu a vítima há aproximadamente dois meses por meio de uma plataforma de acompanhantes e que mantinha encontros frequentes com ela. Segundo ele, os dois não tinham relacionamento afetivo, apenas contato comercial.
Durante o depoimento, José Carlos relatou que utilizava o site Fatal Model para contratar os serviços da estudante e conversava com ela por aplicativo de mensagens. Conforme a versão apresentada pelo investigado, o crime teria sido motivado por um desentendimento ocorrido cerca de dez dias antes do assassinato.
Ele alegou ter pago R$ 200 por um encontro, mas afirmou que permaneceu apenas cerca de 15 minutos na residência antes de ser mandado embora. Ainda segundo o suspeito, a vítima teria ameaçado chamar a polícia caso ele não deixasse o local.
A investigação aponta que, após o episódio, o jovem passou a monitorar a rotina da estudante. Em depoimento, ele confessou que invadiu a residência utilizando uma lixeira para escalar o muro dos fundos da casa.
O suspeito afirmou ainda que atacou Valéria dentro do imóvel e tentou asfixiá-la utilizando o cabo de um aparelho de chapinha. Depois, utilizou uma faca para golpeá-la diversas vezes.
De acordo com as investigações, a vítima foi encontrada com mãos e pés amarrados, além do rosto coberto. O corpo apresentava múltiplos ferimentos na região do pescoço. A Polícia Civil também apura a possibilidade de violência sexual antes ou após a morte.
José Carlos contou aos investigadores que permaneceu dentro da casa por algumas horas após o crime, aguardando o movimento na rua diminuir para conseguir fugir sem ser percebido. Antes de sair, ele ainda teria levado aparelhos eletrônicos da vítima, incluindo celular e tablet, posteriormente recuperados em uma área de mata.
A ficha criminal do suspeito aponta antecedentes por roubo com uso de arma branca, além de registro recente por ameaça e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os trabalhos de perícia. O corpo da estudante foi encaminhado ao IML.
O investigado segue preso e deve responder por feminicídio qualificado, roubo e estupro. A Polícia Civil continua investigando o caso. Veja vídeo:

















