Dados trazidos no I Painel Mato Grosso do Clima mostram que características do EL Niño, que está sendo classificado por especialistas como “muito forte”, está elevando em mais de dois graus a temperatura no mundo, em média. O fenômeno só deve perder força a partir de abril do ano que vem. O presidente do Lide Mato Grosso, Evandro César Alexandre dos Santos, mostrou preocupação com a produtividade agrícola.
“Nós temos hoje produtores que ainda não conseguiram plantar soja, muitos estão plantando algodão pra cobrir contratos e o plantio do milho pode ser impactado”, frisou Evandro César. E a especialista no clima confirmou que a análise tem sentido. “Nós só devemos ter a volta da chuva com força em fevereiro. Por isso, culturas que dependem de muita água, podem sofrer mais”, comentou Ana Paula Paes.
Para o diretor de Geração Distribuída e Energias Renováveis do Sindenergia Mato Grosso, que faz parte do Sistema FIEMT, Carlos Rocha, o El Niño está nos mostrando um cenário que poderá ser comum em algumas décadas, por causa do aquecimento do planeta. Por isso, é preciso agir já contra este novo normal.
“Todos aqueles que possuem esse conhecimento tem que contribuir pra encontrarmos saída, encontramos caminhos. Então, nada melhor do que debater isso com as instituições, com as empresas, com a indústria, com a sociedade em geral. Encontrar caminhos para gente se preparar para essas adversidades climáticas”. ponderou Carlos Rocha.
Os dados mostram que pelo menos durante os meses de dezembro e janeiro, Mato Grosso deve ter temperaturas até 2,5 graus acima da média e menos chuva.




















