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Faccionado que ameaçou executar policiais já mobilizou buscas após “sumiço” em Cuiabá

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O nome de Venícius Alves de França, de 35 anos, voltou a circular nos bastidores da segurança pública em Mato Grosso — desta vez, não por um desaparecimento, mas pela prisão após a divulgação de um áudio em que incentiva a execução de policiais em Cuiabá. Apontado como integrante do Comando Vermelho (CV-MT), ele foi detido por equipes da Força Tática poucos dias após o conteúdo viralizar.

O histórico do suspeito, no entanto, já havia mobilizado a Polícia Civil anteriormente. Em dezembro de 2024, Venícius foi dado como desaparecido pela própria família após sair de casa, no Residencial Coxipó, e não retornar. À época, ele trabalhava como motorista de aplicativo.

Mais de um ano depois, o “sumiço” dá lugar a um novo episódio, desta vez marcado por ameaças diretas às forças de segurança. Segundo a Polícia Militar, o áudio foi identificado por meio do setor de inteligência e rapidamente atribuído ao suspeito.

Na gravação, Venícius convoca ataques contra policiais, inclusive fora do horário de serviço. “É pra pegar qualquer polícia que tiver moscando… já vai descendo, já vai executar”, afirma em um dos trechos. Em outro momento, reforça o tom violento: “Quem pegar polícia moscando… vai executar mesmo”.

O criminoso ainda desafia abertamente as forças de segurança, com xingamentos e provocações, além de afirmar que estaria armado. A fala escalou o alerta das autoridades diante do potencial de incitação à violência.

Após a identificação, equipes da Força Tática se deslocaram até o bairro Nova Esperança, onde localizaram o suspeito. Ele foi preso sem oferecer resistência e encaminhado à Central de Flagrantes.

A “capivara” de Venícius é extensa. Ele acumula registros por ameaça, lesão corporal, embriaguez ao volante, cultivo de drogas, posse ilegal de arma de fogo, falsidade ideológica, injúria, dano e até homicídio culposo.

Durante o áudio, o suspeito ainda cita o assassinato do sargento da Polícia Militar Odenil Alves, ocorrido em maio de 2024, em frente a uma unidade de saúde em Cuiabá, usando o crime como justificativa para novos ataques.

O caso reforça o alerta das autoridades sobre a atuação de facções criminosas e o risco de discursos que incentivam a violência direta contra agentes públicos.

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