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Estado descarta compra da Santa Casa e secretário critica articulação federal de Emanuelzinho

O imóvel será colocado à venda nos próximos dias por meio de edital do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com valor mínimo fixado em R$ 57,4 milhões
Foto: Marcos Vergueiro/Secom-MT

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O governo de Mato Grosso não irá adquirir o prédio do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá. A informação foi confirmada nesta terça-feira (22) pelo secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, que também ironizou a movimentação do deputado federal Emanuelzinho (MDB) junto ao governo federal para tentar transferir a administração da unidade à União.

O imóvel será colocado à venda nos próximos dias por meio de edital do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), com valor mínimo fixado em R$ 57,4 milhões. Segundo Figueiredo, a decisão do governo estadual está baseada em critérios técnicos e financeiros.

“Não é intenção do governo fazer a aquisição. Ao longo dos 7 anos de gestão, buscamos soluções para substituir por algo que é nosso. Santa Casa é um prédio que não é nosso, tem um custo alto de manutenção de R$ 1 milhão por mês para mantê-lo, por ser um prédio antigo”, justificou.

Construída há mais de 200 anos, a Santa Casa apresenta estrutura defasada e, conforme o secretário, exige reparos constantes. Apesar de descartar a compra, Figueiredo afirmou que o Estado está disposto a colaborar com eventuais novos administradores, inclusive a Prefeitura de Cuiabá.

“É um hospital que dificulta habilitarmos serviços junto ao ministério por não atender normas estabelecidas pelo SUS. Vamos investir nas unidades do governo do Estado. Até o momento, não é nossa intenção adquirir. Mas o governo será parceiro daqueles que por ventura possam adquirir”, disse.

O secretário também criticou a articulação do deputado Emanuelzinho em Brasília, que tenta manter o hospital ativo com apoio do Ministério da Saúde. Para ele, a movimentação é tardia e oportunista. “No momento como esse aparecem muitos oportunistas fazendo relações como se agora fossem acontecer milagres”, afirmou.

Gilberto lembrou que desde a reabertura da unidade, em 2019, o governo federal não repassou verbas para sua manutenção, tanto durante a gestão de Jair Bolsonaro quanto na atual de Luiz Inácio Lula da Silva. “Estamos construindo o melhor hospital de alta complexidade sem um centavo do Governo Federal. Se o ministério tem interesse de ajudar o governo estadual no custeio de algum hospital, estamos de portas abertas. Mas não fui procurado”, disparou.

Apesar das críticas, o secretário defendeu a importância da Santa Casa na rede pública de saúde e afirmou torcer para que o hospital continue funcionando, independentemente da gestão. “Nunca vou torcer para fechar equipamentos públicos, muito menos a Santa Casa, que me empenhei muito para reabrir, quando fechou em 2019. É um equipamento importante, com número significativo de leitos e salas de cirurgia, que contribui para o atendimento da população. Se estiver sob administração do município ou terceiros, é indiferente. Mas torço para que Cuiabá consiga alinhar os desdobramentos necessários para gerir o hospital”, concluiu.

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