O empresário Dorileo Leal, presidente da SAF do Mixto e dono do Grupo Gazeta, falou com exclusividade ao Esportes e Notícias sobre a nova convocação das eleições presidenciais da Federação Mato-grossense de Futebol. A determinação foi imposta por uma decisão arbitral do Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem, emitida no dia 3 de novembro, que obriga a entidade a publicar um novo edital em até 15 dias. Como já se passaram 11 dias desde o despacho, restam apenas quatro para que a FMF cumpra a ordem.
Dorileo se mostrou confiante e garantiu que participará normalmente da disputa. Segundo ele, a decisão que permite às chapas anteriormente homologadas se reinscreverem reforça sua permanência no pleito. “Nossa chapa está firme. Nós vamos disputar, sim”, afirmou.
Ele explicou que sua chapa original permanece a mesma, formada inicialmente por dois vice-presidentes, Leomar Lauxer, do Nova Mutum, e Reydner Souza, do União de Rondonópolis. No entanto, será necessário aguardar o novo edital, já que o estatuto da FMF foi alterado e ampliou o número de vice-presidências de duas para quatro. “Agora temos que aguardar o edital, porque houve essa mudança no estatuto. A gente vai com a mesma chapa e, claro, preenchendo os outros cargos, se porventura tiver”, disse Dorileo.
Apesar das indefinições sobre as regras atualizadas, o empresário afirma que mantém o mesmo nível de apoio desde o início da disputa. “A gente sempre teve o sentimento de que nós temos maioria. Agora é aguardar a publicação do edital, reunir a nossa turma novamente e ir pra luta”, declarou.
Dorileo também ressaltou o conceito que dá nome à sua chapa, Federação para Todos. Segundo ele, a proposta representa um compromisso com equidade e fortalecimento dos clubes. “A federação nunca foi para todos. Sempre foi para alguns. Nosso principal compromisso é fortalecer os clubes.” Ele reforça sua visão de gestão ao afirmar que “a federação tem que ser mãe, não madrasta. Tem que ter tratamento igual para todos.”
Entenda o caso
A eleição que escolherá a diretoria responsável pela gestão do futebol mato-grossense nos próximos quatro anos está paralisada há 195 dias, ultrapassando seis meses de indefinição. O processo foi suspenso na manhã de 3 de maio, quando tudo estava pronto para a realização da votação na sede da FMF, em Cuiabá. A eleição estava marcada para começar às 9 horas, mas foi interrompida cerca de dez minutos antes da abertura. A suspensão ocorreu após um pedido da chapa Federação para Todos, liderada pelo empresário João Dorileo Leal, que apontou irregularidades que poderiam comprometer a legitimidade do processo.
A crise se agravou após uma decisão judicial expedida na noite anterior ao pleito impedir o clube Campo Novo de participar da votação. O clube havia se declarado favorável à chapa de Dorileo Leal, e a exclusão gerou questionamentos sobre possíveis interferências no equilíbrio das forças eleitorais. Ao mesmo tempo, circulavam suspeitas de que o clube Juara, que era alvo de dúvidas sobre sua condição jurídica para votar, poderia ser reinserido no colégio eleitoral. A eventual inclusão beneficiaria diretamente Aron Dresch, então presidente da FMF e candidato à reeleição. Diante desse cenário de incertezas e da possibilidade de contestação futura, a Comissão Eleitoral decidiu suspender o pleito para garantir segurança jurídica.


















