Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

CCJ altera composição na véspera da sabatina de Jorge Messias

Colegiado ajusta membros titulares da comissão e reforça a base aliada do governo Lula; rito com 27 senadores ocorre nesta quarta (29) no Senado
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado | Foto: Agência Senado

publicidade

Movimentação de cadeiras no Senado causa tensão nos corredores do Senado. A Comissão de Constituição e Justiça ( CCJ) passou por mudanças estratégicas em sua composição oficial entre a última quinta-feira (23) e essa segunda (27), véspera da sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal ( STF).

A “dança das cadeiras” ocorre em meios a negociações e articulações do Planalto com o Senado para garantir a admissão do atual Advogado-Geral da União ( AGU) à cadeira vaga da Suprema Corte.

senador Sergio Moro ( PL) foi um dos que saíram da comissão e se declarou estar surpreso com a mudança. Ele afirmou saber da alteração na noite desta segunda. O senador ocupava uma das vagas reservadas ao bloco parlamentar composto pelos partidos União, Movimento Democrático Brasileiro ( MDB) e Podemos.

Na sua cadeira assumiu o senador titular Renan Filho (MDB), que é aliado do governo e ex-ministro dos transportes. Moro classifica a substituição como “manobra lamentável do Governo Lula” para emplacar a aprovação de Messias e sinaliza que o Planalto está incerto quanto ao crivo da Casa.

Troca-troca

Na nova escalada para a comissão a senadora Ana Paula Lobato ( PSB) substituiu o até então membro titular, o senador Cid Gomes ( PSB). Nesse cenário, um “vai-e-vem” estratégico retira temporariamente o ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome ( MDS), Wellington Dias ( PT) do comando do órgão e reassumir a cadeira legislativa para participar da votação na CCJ.

Outro arranjo foi entre a suplência: o senador Marcelo Castro ( MDB) passa a 1º suplente no lugar de Alessandro Vieira ( MDB), que foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito ( CPI) do Crime Organizado.

A comissão é composta por 27 membros titulares (senadores), com o mesmo número de suplentes. Segundo informações do Senado, Messias só segue para voto do Plenário se tiver de no mínimo 14 votos favoráveis.

Sabatina: tendências e expectativas

Figuras que se opõem ao governo Lula como Eduardo Girão ( Novo) – defende rejeição – e Izalci Lucas ( PL), manifestaram voto contra à indicação de Messias.

Em posição declaradamente crítica à indicação, o líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL) afirmou que o Senado não pode aprovar alguém que censurou opositores do atual governo.

“O senado não pode colocar alguém no Supremo que atuou politicamente para censurar adversários do governo e nunca demonstrou a isenção necessária de um magistrado”. Declarou Rogério Marinho sobre indicação de Messias

Em contraponto, nos bastidores do Senado, o clima é positivo com uma tendência de aprovação. Na conta da base governista, eles já garantiram cerca de 16 votos favoráveis.

Além do ministro da AGU, a pauta da comissão inclui ainda sabatinas de Margareth Rodrigues Costa para ser ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de Tarcijany Linhares Aguiar Machado para o comando da Defensoria Pública da União (DPU).

Fonte: IG

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade