A dívida do Corinthians pela contratação do volante Raniele, ex-Cuiabá, voltou ao centro das atenções nesta semana e ganhou um novo capítulo que pode indicar um caminho para a solução do impasse. O clube paulista antecipou o pagamento de R$ 7,2 milhões referentes à terceira parcela do acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF, que inclui justamente os valores devidos ao Dourado pela venda do jogador. A iniciativa é vista pelo Corinthians como uma tentativa de demonstrar boa-fé e destravar o transfer ban que o impede de registrar novos atletas.
Raniele foi vendido pelo Cuiabá ao Corinthians em janeiro de 2024 por cerca de R$ 12 milhões, valor correspondente a 60% de seus direitos econômicos. O acordo previa o pagamento parcelado, mas os atrasos do Timão acabaram gerando um conflito entre os clubes. A segunda parcela, estimada em aproximadamente R$ 780 mil, não foi paga no prazo, o que levou o Cuiabá a acionar o Corinthians na CNRD.
O contrato firmado entre as partes previa multa de 30% sobre qualquer parcela em atraso, além do acúmulo das prestações seguintes, o que aumentou consideravelmente o valor total da dívida. Na época, o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, foi duro nas críticas, classificando a situação como um “calote” e apontando falta de profissionalismo por parte do clube paulista.
O caso envolvendo Raniele acabou se tornando um dos exemplos mais emblemáticos da crise financeira do Corinthians e contribuiu para a punição imposta pela CNRD, que determinou o transfer ban. Na decisão mais recente, o painel julgador deixou claro que a suspensão da punição só ocorreria mediante uma mudança efetiva de postura, com pagamentos feitos em dia.
Ao antecipar a terceira parcela do acordo, que venceria apenas no dia 17 de janeiro, o Corinthians tenta sinalizar que está disposto a regularizar suas pendências, inclusive com o Cuiabá.



















