O deputado estadual Carlos Avallone, presidente do PSDB em Mato Grosso, defendeu que os partidos aliados participem da construção da chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás e também da formulação de um eventual governo. A sigla tucana foi a primeira a oficializar apoio ao projeto de reeleição do republicano.
Questionado sobre o interesse do PSDB em indicar o vice, Avallone afirmou que as legendas que colaboram com uma candidatura devem ter espaço no processo de decisão.
“Quem ajuda a eleger, tem que ajudar a governar”, declarou.
O parlamentar citou o histórico do PSDB como argumento para a participação da sigla nas discussões. Ele lembrou que o partido já comandou o Governo de Mato Grosso por três mandatos e a Presidência da República por duas gestões.
Apesar disso, Avallone afirmou que a escolha de nomes para a chapa ou para uma futura estrutura administrativa não deve ser tratada como loteamento político. Para ele, os espaços precisam ser ocupados por pessoas com capacidade técnica e aceitação política.
“Ninguém deve ter o direito de falar ‘eu quero tal pessoa lá porque eu estou apoiando’. Se essa pessoa não for a pessoa correta, se as próprias pesquisas não identificarem isso, e se essa pessoa somar apenas o apoio de um partido, é muito ruim”, ponderou.
O tucano também citou o presidente regional do Podemos, deputado estadual Max Russi, como uma liderança que precisa ser ouvida nas definições da composição majoritária. Segundo Avallone, o crescimento do partido e a força de sua bancada tornam o parlamentar peça importante nas negociações.
“O deputado Max, com o Podemos, tem um partido muito forte. Ele deu demonstrações claras ultimamente. Ele tem que ser respeitado nessas escolhas”, afirmou.
Avallone destacou que o nome indicado não precisa necessariamente sair do Podemos, mas a construção deve passar pela contribuição de Max. Segundo ele, o presidente da Assembleia Legislativa já participa das conversas sobre o projeto.
O deputado avaliou que a escolha definitiva do vice deve ficar para o período das convenções partidárias, como forma de permitir ajustes políticos até a reta final. Para ele, a cautela é necessária diante de um cenário eleitoral polarizado em Mato Grosso.
Avallone afirmou que a disputa pelo Governo tende a ser acirrada, com candidaturas situadas no campo da direita. Ao comentar o quadro, ele citou de forma indireta o senador Wellington Fagundes (PL), que também pretende disputar o Palácio Paiaguás.
“Vai ter um embate muito grande, numa eleição que não é fácil, que precisa realmente fazer um enfrentamento em todo o Estado”, concluiu.



















