O assessor jurídico do TJMT, Rodrigo Moreira de Figueiredo, foi identificado como um elo crucial em uma rede de tráfico de drogas, conforme revelado pela terceira fase da Operação Doce Amargo. A operação, que resultou na expedição de 151 ordens judiciais, incluindo 43 mandados de prisão preventiva, desvendou a atuação de traficantes de drogas sintéticas na região metropolitana de Cuiabá.
Rodrigo, cujo salário médio nos últimos três meses alcançou R$ 11.390,34, foi capturado após interceptações de mensagens trocadas com Fabiano Saffe, também preso.
As conversas indicam que Rodrigo não apenas consumia, mas fornecia substâncias ilícitas. Em uma troca de mensagens datada de 3 de junho de 2023, ele se gaba de possuir drogas de qualidade superior e mais baratas do que as oferecidas por Fabiano, afirmando ter disponibilidade “a hora que você quiser”.
“Há evidentes elementos indiciários de que Rodrigo é fornecedor de drogas ilícitas para o suposto traficante Fabiano Saffe”, diz trecho do documento.
A investigação, que levou ao bloqueio de contas e buscas em várias cidades, incluindo Cáceres e Foz do Iguaçu, aponta para uma organização criminosa bem estruturada, com divisão de tarefas e fornecimento direto de drogas refinadas.
O caso de Rodrigo, longe de ser um mero usuário, destaca-se como um fornecedor ativo no esquema, disponível para atender às demandas de Fabiano Saffe sempre que necessário.



















