A unidade da Friboi/JBS em Diamantino, que sofreu um incêndio parcial em junho deste ano, voltou a funcionar nessa segunda-feira (20/11). O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, esteve presente na cerimônia de reinauguração e falou sobre a decisão do ministério de manter a empresa na lista de frigoríficos aptos a exportar carne para o mercado chinês.
A medida foi criticada por alguns parlamentares, como o senador Jayme Campos, que acusou o Mapa de favorecer grandes grupos econômicos e agir por interesses pessoais. Segundo ele, o Mapa teria incluído a JBS-Friboi entre as 20 empresas selecionadas para a habilitação de exportação, mesmo após o incêndio.
Fávaro, por sua vez, afirmou que a decisão foi acertada e que o ministério não quis prejudicar os empregos que poderiam ser perdidos com a retirada da empresa da lista. Ele explicou que a habilitação é um processo demorado e que depende da aprovação do governo chinês.
“Se com essa fatalidade a gente tirasse ela da lista de habilitação, significaria mais quantos anos de espera? Com certeza, não teríamos ampliação, porque não havia perspectiva, sendo que não estava fazendo a habilitação naquele momento. Tenho certeza que o ministério da Agricultura tomou a medida certa em manter a planta na lista e, agora, é torcermos para que essa planta seja habilitada para a China e para que isso se transforme e gere mais oportunidades aqui, inclusive com desdobramentos não só de carne, mas de outros produtos que podem gerar empregos nesta região”, disse o ministro.
Ele destacou que a unidade da JBS em Diamantino é uma das mais antigas do Brasil que aguardam a habilitação para a China e que a empresa investiu na reconstrução da fábrica, que agora conta com equipamentos novos e de última geração. Ele também elogiou a retomada das atividades e a manutenção dos trabalhadores.
“Hoje, cinco meses depois do incidente, você vê os trabalhadores aqui com equipamentos novos, tudo de última geração, todo mundo trabalhando. Foi um mês para a remoção dos entulhos e quatro meses para reconstruir a fábrica. Eu tenho a convicção de que foi uma decisão acertada do Ministério da Agricultura, não ser o algoz desses empregos, quando decidiu manter a empresa na lista para habilitação da China”, concluiu.



















