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Após atentado ao STF, Moraes reforça a necessidade urgente da regulamentação das redes sociais

Ministro participou do seminário “35 anos da Constituição de Mato Grosso” na Assembleia Legislativa juntamente com os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes reforçou nesta segunda-feira (18/11) , em Cuiabá, a necessidade urgente de o Brasil regulamentar as redes sociais para combater a desinformação e o discurso de ódio. Na semana passada, a sede do Supremo Tribunal Federal (STF) foi alvo de uma atentado a bomba. Conforme postagens recentes do autor do atentado, o ministro era o seu alvo.

“O Brasil precisa já há algum tempo regulamentar as redes sociais. A Europa no ano passado, a União Europeia, aprovou duas leis muito importantes, detalhadas sobre essa regulamentação das redes sociais principalmente a partir do momento do aumento de suicídios de adolescentes, aumentos dos ataques à democracia, discurso de ódio as instituições”, disse o ministro, em entrevista coletiva a jornalistas. “Também é algo importante, além da educação e da regulamentação”, acrescentou.

Moraes e os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino vieram a Mato Grosso participar como palestrantes do seminário “35 anos da Constituição de Mato Grosso”, organizado pela Assembleia Legislativa.

O atentado a bomba contra o STF aconteceu na última quarta-feira (13). Na ocasião, o autor do atentado, Francisco Wanderley Luiz, 59 anos, morreu após a explosão de um artefato junto ao seu próprio corpo. A ex-esposa de Francisco, que morava em Rio do Sul (SC), disse em depoimento à Polícia Federal que a intenção dela era matar o  ministro Alexandre demores. Candidato derrotado do PL nas eleições de 2020, Francisco já havia enviado outras mensagens pelas redes sociais ameaçando a Corte como um todo.

Falha na segurança

Questionado pelos jornalistas se houve alguma falha na segurança, o ministro Gilmar Mendes disse que é necessário aguardar a conclusão das investigações que estão sendo conduzidas pela Polícia Federal.

“Obviamente são fatos que nos preocupam, a todos,  e mostram a vulnerabilidade de todos nossos sistemas  e esquemas de segurança. Nós não temos uma cultura rigorosa de segurança, normalmente nós adotamos determinadas práticas e depois as dispensamos até em nome da liberdade. É natural nós queremos ter uma vida normal , passear com os filhos, ir ao shopping, ao restaurante, como todos queremos ter este tipo de liberdade. Obviamente que um episódio como este nos faz mais do que reflexivos, nos faz pensar que devemos mudar pelo menos o nosso modo de ver, incorporar os elementos de segurança na nossa vida”, analisou Gilmar Mendes.

O ministro ainda falou sobre como desarmar a “máquina de ódio”.

“Todos nós estamos sempre conversando sobre isso. Éramos felizes e não sabíamos, tínhamos uma vida normal e agora temos este risco, desde xingamentos, agressões até atitudes mais gravosas e danosas. Obviamente que todos nós, que temos responsabilidades política, responsabilidade jurídica, temos que buscar dialogar para entender este quadro. Não é um problema brasileiro, é bom que se diga, é um problema mundial de certa forma e nós precisamos então ser reflexivos para que até o campo político voltar à normalidade”.

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